As prestações de contas parciais entregues no domingo pelos partidos mostrou que os dois nomes à frente da disputa para governador usaram principalmente recursos do fundo partidário, com poucas doações individuais, e revelaram as estratégias diferentes dos partidos para concorrer a vagas no Legislativo. Aparte, 'avocatória' e mais: entenda o que os ministros do STF discutiram no primeiro dia de julgamento do caso Moraes Leia mais: Gonet nega amizade com Vorcaro, rejeita suspeição e diz que não há motivo para investigação sobre sua conduta De acordo com as prestações, Douglas Ruas (PL) foi o que mais gastou: R$ 12,417 milhões de R$ 18,338 milhões arrecadados. Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas de intenção de voto, declarou despesas de R$ 7,485 milhões dos R$ 17,397 milhões recebidos. O PSD vem investindo em puxadores de votos e nomes próximos ao ex-prefeito do Rio na bancada federal, além de alianças no interior para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Já o PL, com o maior valor do fundo, distribuiu verbas a mais candidatos a deputado federal e estadual, com o objetivo de formar o maior bloco em cada parlamento. O PSD nacional enviou ao Rio R$ 34,5 milhões, valor pouco maior do que os R$ 31,6 milhões de 2022. A campanha de Paes ficou com R$ 13 milhões, e a do deputado Pedro Paulo ao Senado, com R$ 3,1 milhões. Dos 53% restantes do total, a prestação mostrou que, dos 47 candidatos do PSD a deputado federal, 30 receberam dinheiro da legenda. Mas Laura Carneiro, Otoni de Paula, Renan Ferreirinha, Daniel Soranz e Hugo Leal ficaram 81% do valor. Candidato a deputado federal, o vereador Marcelo Diniz recebeu R$ 100 mil para este ano, a metade da verba que teve ao se eleger na eleição municipal. — Vou continuar fazendo a campanha, mas tive que cortar em todas as áreas: número de pessoas para ser contratadas, postagens nas redes impulsionadas, material para ser comprado, e até advogado e contador — diz o vereador do Rio. Candidatos a deputado estadual do PSD ficaram com R$ 6,3 milhões, mas o partido deu mais recursos a candidatas ligados ao interior: Carla Machado, Cristiane Kaizer, Celia Jordão e Claudia Vasconcellos. Mas a principal reclamação dos colegas é quanto à vereadora e ex-secretária municipal da Mulher Joyce Trindade, que recebeu a maior fatia: R$ 900 mil. — Homens brancos sempre receberam o mesmo ou até mais financiamento ao longo da história da nossa democracia. Eles concentram 47% de toda a verba declarada nos repasses partidários, enquanto mulheres negras recebem apenas 13%. Como mulher negra e da Zona Oeste, tenho orgulho de ser uma aposta do meu partido — rebateu Trindade. São Gonçalo e Itaboraí O PL de Ruas investiu quase R$ 101 milhões para tentar ampliar o número de cadeiras nos parlamentos — valor só um pouco atrás do destinado a São Paulo (R$ 104 milhões). Na Assembleia, onde é o maior partido (23 deputados), aposta em nomes de São Gonçalo e Itaboraí, bases eleitorais de Ruas e do presidente estadual Altinêu Cortes. São dessa região a metade dos seis candidatos que receberam cerca de R$ 4,1 milhão do fundo eleitoral: Ricardo Pericar, ex—vice-prefeito de São Gonçalo, Bruno Porto, vereador da cidade e Guilherme Delaroli, irmão do prefeito de Itaboraí. Completam os milionários do grupo Anderson Moraes e a Missionária Viviane Amorim. Esses seis concentram apenas R$ 28,5% dos R$ 21,6 milhões que o partido injetou nas campanhas à Alerj. Dos 65 postulantes, 50 receberam ao menos R$ 100 mil para a campanha. Entre os candidatos a deputado federal, são 22 os que receberam mais de R$ 1 milhão, e sete com R$ 3 milhões: Altineu Cortes, Lais Jordy — esposa de Carlos Jordy — Roberto Monteiro Pai, Eduardo Pazuello, Soraya Alencar, Cris Tonieto e Dani Cunha.
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Com estratégias distintas, PL de Ruas gasta mais do que o PSD de Paes na corrida pelo Legislativo
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