Com avanço da IA, Microsoft vai abrir programa de demissão voluntária para 60 mil funcionários

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Microsoft vai oferecer um programa de demissão voluntária (PDV) a cerca de 60 mil funcionários, como parte dos esforços da empresa para reduzir custos e reestruturar sua força de trabalho para a era da inteligência artificial. Rumo à Bolsa: Anthropic protocola pedido de 'mega-IPO' previsto para novembro, alertando para 'riscos para a Humanidade'

Venda de papéis: Meta planeja captar até US$ 95 bilhões em ações para financiar gastos com IA Funcionários de determinadas equipes em Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido, em cargos de vice-presidente ou inferiores, poderão aderir ao programa, informou um porta-voz da Microsoft.

Alguns grupos de funcionários, incluindo parte dos que trabalham com data centers, vendas e marketing, não serão elegíveis, acrescentou o porta-voz. “Esta oferta dá aos funcionários elegíveis que estejam considerando seguir um caminho profissional fora da empresa uma nova opção para fazer essa transição agora, com apoio”, escreveu Amy Coleman, diretora de Recursos Humanos da Microsoft, em uma mensagem enviada aos funcionários nesta segunda-feira.

Segundo o porta-voz da companhia, os trabalhadores receberão benefícios semelhantes aos de um pacote de indenização convencional. A maior fabricante de software do mundo eliminou dezenas de milhares de postos de trabalho em sucessivas rodadas de demissões nos últimos anos.

Em julho, a empresa ofereceu pacotes de saída a funcionários em idade de aposentadoria, e mais de 30% dos cerca de 8.750 trabalhadores elegíveis aceitaram a proposta. A Microsoft espera que um número bem menor de funcionários aceite a oferta mais recente em comparação com o programa de aposentadoria voluntária, segundo o porta-voz.

A Microsoft tinha 223 mil funcionários no fim de junho. Esse número permaneceu praticamente estável desde 2022, período em que a empresa começou a investir pesadamente em inteligência artificial e data centers, pressionando os orçamentos e as contratações em outras áreas da companhia.

Cortes em outras big techs Outras empresas também buscaram reduzir seus quadros de funcionários para redirecionar gastos à infraestrutura de inteligência artificial.

O Google ofereceu programas de demissão voluntária em diversas unidades no ano passado, informou a CNBC. O número de funcionários da Meta Platforms está mais de 20 mil abaixo do pico registrado no fim de 2022.

As duas empresas estão entre as maiores investidoras em infraestrutura de data centers. O porta-voz da Microsoft afirmou que a companhia deseja contar com funcionários engajados na resolução dos problemas complexos que busca solucionar.

A declaração ecoa a postura de outros executivos do setor de tecnologia, que têm deixado claro publicamente que a permanência no emprego exige disposição para acompanhar um ritmo mais acelerado de trabalho e mudanças. Novo caminho: Agentes de IA ficam 30 horas sem ordens e surpreendem pesquisadores ao inventar tarefas em ilha virtual

Em 2022, Elon Musk ficou conhecido por dar aos funcionários do Twitter a opção de trabalhar de forma “extremamente intensa” ou aceitar uma indenização para deixar a empresa. No início deste ano, o Business Insider informou que um executivo do Google disse aos funcionários de sua área que aqueles que não estivessem “totalmente comprometidos” com a inteligência artificial poderiam receber um pacote de desligamento voluntário.

Ao decidir se aceitam uma oferta de demissão voluntária, os trabalhadores geralmente avaliam suas economias e o risco de serem demitidos futuramente. Profissionais em meio de carreira também consideram as condições do mercado de trabalho, quanto tempo poderiam levar para encontrar outra vaga e se o pacote oferece recursos suficientes para uma transição profissional.

Programas de desligamento voluntário costumam ser direcionados a funcionários mais experientes e com custos mais elevados para a empresa, como ocorreu na rodada de ofertas de aposentadoria antecipada da Microsoft. Em geral, esses pacotes oferecem condições mais generosas do que as concedidas em demissões involuntárias.

Em alguns casos, a Microsoft tentará reter profissionais de alto desempenho que optarem por aceitar a oferta de desligamento, informou o porta-voz. Os pacotes dão às unidades da Microsoft “mais uma maneira de adaptar sua força de trabalho às necessidades em transformação”, escreveu Coleman no comunicado.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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