Aviões P-95 utilizados na Guerra das Malvinas em 1982, conflito entre Argentina e InglaterraReprodução/RBS-TV O Rio Grande do Sul está próximo de sediar um museu de aeronaves militares. O projeto será realizado por um colecionador, que reuniu 46 exemplares em acervo pessoal localizado no bairro Humaitá, na Zona Norte de Porto Alegre.
Luciano Schneider adquiriu as aeronaves por meio de instituições como a Força Aérea Brasileira (FAB), a Marinha do Brasil, e de outros colecionadores particulares que quiseram se desfazer. Os principais destaques são um helicóptero que participou da Guerra do Vietnã, dois caças que lutaram nas Malvinas e um avião militar utilizado pelos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
O colecionador descreve a atividade como uma paixão, que deseja transformar em espaço público ainda neste ano, 2026. Por ora, Luciano trabalha diariamente com restauração.
O que começou com um sonho se tornou ganha-pão. Ao Tecnologia e Defesa, Luciano conta que vende peças e faz restaurações de aeronaves particulares, um mercado pequeno, mas que está conseguindo abrir espaço.Formação do acervo e museuAs aeronaves foram adquiridas em diversas condições, a maioria, de leilões da FAB.
O trabalho de restauração calha muito bem para o projeto de Luciano. Após adquirir as aeronaves, elas devem obrigatoriamente ser descaracterizadas para impedir condições de voo.E é aí que Luciano inicia as restaurações.
Ele conta que muitas vezes o processo exige adaptações, como fosse montar um lego, tirando parte de um, de outro, dando formato com chapas e acabamento para a emenda passar despercebida.Quanto às atividades de reconstrução, ganhou prática com a própria FAB, em trabalhos voluntários que ainda realiza e começou pela Base Aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.Com cerca de 46 aeronaves no acervo conforme o g1, Luciano pretender conseguir realizar a abertura do museu para visitações no próprio hangar onde restaura os exemplares.Principais aeronaves carregam marcas de guerraDentre toda a coleção, três aeronaves têm mais destaque.
A primeira é um helicóptero modelo H-1H, estadunidense utilizado na Guerra do Vietnã, cuja fuselagem ainda exibe traços e marcas criados pelos combates militares por volta dos anos 1960-1970.De uma década depois, a Guerra das Malvinas, travadas entre Argentina e Inglaterra em 1982 deixou a “herança” de dois caças para o acervo de Luciano.
Elas são dos modelos P-95 e, segundo Luciano, foram usadas para patrulha marítima.Um Douglas C-47 utilizado na Segunda Guerra Mundial pelos Estados Unidos para lançamento de paraquedistas também compõe o acervo.
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