A alimentação dos coelhos deve ser composta por cerca de 80% de feno para garantir o funcionamento do sistema digestivo e o desgaste dos dentes. A fim de evitar doenças graves, a dieta diária precisa incluir de 1 a 2 xícaras de verduras escuras por quilo.
O veterinário João Paulo Lacerda pontua que rações, frutas e cenouras devem ser oferecidas de forma moderada. O feno de capim é o ingrediente principal no prato dos coelhos porque fornece a quantidade de fibras necessária para manter o intestino funcionando.
Uma rotina focada somente em ração ou cenoura prejudica a saúde do pet — já que o legume contém muito açúcar e a ração em excesso diminui o consumo de fibras. Para coelhos adultos, gramíneas como o Tifton são as mais recomendadas.
Já a alfafa traz mais cálcio e proteína, sendo indicada para filhotes. “A alimentação deve ser predominantemente composta por feno de boa qualidade”, afirma o veterinário.
Opções como couve, rúcula, agrião, catalonha e escarola podem ser oferecidas diariamente após uma boa higienização. Legumes como chuchu, abobrinha e pimentão sem sementes funcionam em pequenas porções cruas e sem temperos.
Por sua vez, frutas como maçã sem sementes, mamão e morango podem ser ofertadas como petiscos eventuais dentro da dieta. As cascas e os talos lavados dos vegetais permitidos também podem ser aproveitados para evitar o desperdício e agregar fibras.
Ao apresentar um novo item verde a um pet acostumado apenas com ração, é preciso testar uma folha por vez. “A regra principal é: introduzir um alimento novo por vez e nunca fazer uma mudança radical na dieta de uma hora para outra”, alerta o professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).
Alimentos comuns na cozinha humana, como alho, cebola, batata, feijão e pão, causam alterações graves no organismo. A alface americana, por outro lado, não é altamente tóxica, mas possui baixo valor nutricional e não deve ser a verdura principal.
“Como o coelho possui um sistema gastrointestinal muito sensível, uma alteração grave pode se tornar uma emergência”, destaca Lacerda. Erros na rotina alimentar ou a falta de fibras podem paralisar o intestino.
Nessa condição perigosa, o animal para de comer e defecar, ficando apático rapidamente. Diante desse quadro, a recomendação do veterinário é procurar atendimento veterinário com urgência para salvar a vida do pet.
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