Entenda 5 fraudes bancárias e como proteger sua conta e seu dinheiro O golpe da falsa central acontece quando criminosos entram em contato fingindo representar o setor de segurança de um banco.
Durante a ligação, informam que existe uma compra suspeita, uma tentativa de empréstimo ou uma movimentação não autorizada na conta. Para transmitir credibilidade, podem utilizar dados pessoais da vítima e tecnologias que fazem aparecer um número semelhante ao da instituição financeira.
O principal sinal de alerta é a solicitação de procedimentos financeiros durante uma ligação recebida. Entre as abordagens utilizadas estão:
Nessa modalidade, os criminosos utilizam fotografias e nomes de pessoas conhecidas para solicitar dinheiro. Uma mensagem pode informar que o familiar trocou de número, perdeu acesso ao aplicativo bancário ou precisa pagar uma conta urgente.
Como a abordagem parece vir de alguém próximo, a vítima pode realizar uma transferência antes de confirmar a identidade do contato. A recomendação é verificar qualquer pedido de dinheiro por outro meio de comunicação.
Uma ligação para o número anteriormente conhecido pode esclarecer a situação. Também é importante desconfiar quando o destinatário do Pix possui nome diferente daquele que supostamente solicita a ajuda financeira.
O golpe do Pix errado ocorre quando alguém entra em contato afirmando que transferiu dinheiro por engano e pede a devolução para outra chave. Em determinadas situações, o criminoso realiza uma transferência verdadeira e tenta recuperar o valor por mecanismos bancários enquanto convence a vítima a enviar outro pagamento.
Assim, a pessoa pode sofrer prejuízo ao transferir dinheiro separadamente. O Banco Central orienta que a devolução seja feita pela função específica disponível no aplicativo bancário.
Antes de qualquer procedimento, o usuário deve conferir se o dinheiro realmente entrou na conta. Se o depósito existir, a função de devolução permite encaminhar o valor à conta de origem, evitando transferências para chaves informadas por desconhecidos.
Uma modalidade que recebeu alerta da Febraban em outubro de 2026 é o golpe do QR Code falso, também conhecido como quishing. Os criminosos substituem códigos legítimos ou divulgam imagens adulteradas para direcionar pagamentos a contas controladas por fraudadores.
A abordagem pode ocorrer em sites, mensagens, estabelecimentos comerciais e materiais impressos. Antes de confirmar um pagamento, o consumidor deve conferir as informações apresentadas pelo aplicativo bancário.
Alguns cuidados ajudam a identificar possíveis fraudes: Verifique se o nome de quem receberá o Pix corresponde ao destinatário esperado antes de concluir a transferência.
Confirme se o valor exibido no aplicativo corresponde ao preço combinado ou à compra realizada. Evite pagar QR Codes recebidos de contatos desconhecidos sem confirmar previamente a origem e a finalidade da cobrança.
Evite realizar pagamentos em páginas suspeitas que imitam sites de lojas, empresas ou serviços conhecidos. Em códigos impressos, procure sinais de etiquetas coladas sobre o QR Code original ou outras alterações suspeitas.
Se o nome do destinatário, o valor ou o código parecerem incorretos, interrompa o pagamento e confirme os dados diretamente com o estabelecimento. O golpe da mão fantasma envolve aplicativos maliciosos que podem permitir acesso remoto ao celular da vítima.
Normalmente, o criminoso se apresenta como funcionário de uma instituição financeira e convence a pessoa a instalar um programa para corrigir um suposto problema de segurança. Depois da instalação, o aplicativo pode permitir a visualização da tela ou outras ações indevidas, dependendo das permissões concedidas.
O consumidor deve evitar instalar programas indicados por desconhecidos e nunca compartilhar senhas ou códigos de autenticação. Se perceber movimentações suspeitas, precisa entrar em contato imediatamente com o banco pelos canais oficiais, solicitar bloqueios necessários e registrar um boletim de ocorrência.
A primeira providência é comunicar imediatamente a instituição financeira para contestar as operações e proteger a conta. Em fraudes envolvendo Pix, a vítima pode solicitar a análise pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), dentro do prazo de até 80 dias da transação.
O procedimento permite tentar recuperar valores desviados, mas não garante a restituição, que depende da análise da fraude e da existência de recursos recuperáveis. Também é importante guardar comprovantes, mensagens e registros das movimentações, além de procurar a polícia para registrar a ocorrência.
Em 2026, reconhecer os sinais de golpes bancários é uma das principais formas de proteger o próprio dinheiro. Conferir destinatários, desconfiar de solicitações urgentes e utilizar somente canais oficiais reduz a exposição a fraudes que exploram a confiança dos clientes nas instituições financeiras.
O Antogonista