Cinco estados brasileiros estão em nível de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão apresentaram tendência de crescimento dos casos, com dados no período de 18 a 24 de outubro.
Roraima e Santa Catarina também apresentaram sinais de atenção, mas sem crescimento a longo prazo. O boletim identificou aumento de casos associados ao SARS-CoV-2, vírus da Covid-19.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o crescimento foi relacionado à circulação do coronavírus. No segundo estado, também houve aumento de infecções por rinovírus.
No Amapá e no Maranhão, os dados laboratoriais disponíveis não foram suficientes para identificar os agentes responsáveis pelo crescimento dos casos de SRAG. A síndrome é caracterizada por dificuldades respiratórias decorrentes de infecções, podendo estar associada a pneumonia.
Entre os principais agentes causadores estão os vírus da influenza A e B, o SARS-CoV-2, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Nas quatro semanas epidemiológicas analisadas, entre os casos positivos, o rinovírus respondeu por 53,3% das detecções, seguido pelo VSR (11,5%), SARS-CoV-2 (6,4%), influenza B (5,4%) e influenza A (4,1%).
Entre os óbitos com identificação viral no mesmo período, o rinovírus representou 42,9% dos registros, enquanto o SARS-CoV-2 correspondeu a 19%. Influenza B respondeu por 7,6%, VSR por 8,6% e influenza A por 4,8%.
Diario do poder