Cientistas recriam rosto de homem morto há 2 mil anos na atual Escócia quando era dominada por Roma

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Fonte da notícia: CBN CBN

O rosto de um homem que morreu na fronteira romana da Escócia há quase 2 mil anos foi reconstruído a partir de restos mortais para uma grande exposição. Uma equipe internacional de especialistas utilizou técnicas científicas de ponta para determinar a composição genética do homem e ajudar a traçar um retrato de sua história de vida. Eles descobriram que ele provavelmente tinha pouco mais de 50 anos quando morreu em Inveresk, East Lothian, em algum momento entre 140 e 165 d.C. Se acredita que ele tenha nascido no sul da Grã-Bretanha e viajado centenas de quilômetros até as margens do estuário do rio Forth. A análise de seu esqueleto revelou que, durante sua vida, ele sofreu diversos ferimentos e certamente não era um soldado na época de sua morte, pois não teria condições de empunhar uma espada. Especialistas observaram que o homem tinha mobilidade limitada no braço direito devido ao extenso crescimento ósseo ao redor da articulação do cotovelo, provavelmente causado por artrite séptica. Ele também havia sofrido uma fratura no nariz, que já havia cicatrizado. O crânio do homem será exibido ao lado da reconstrução facial digital na exposição 'Escócia Romana: Vida à Beira do Império', que será inaugurada no Museu Nacional da Escócia (NMS) em Edimburgo em 14 de novembro. Fraser Hunter, curador principal de pré-história e arqueologia romana dos Museus Nacionais da Escócia (NMS), disse que 'esta reconstrução facial finalmente me dá uma ideia de como era a aparência de um de seus habitantes'. O homem estava entre várias pessoas cujos restos mortais foram encontrados perto do forte romano de Inveresk, próximo a Edimburgo. Especialistas afirmaram que seu sepultamento foi incomum porque ele estava entre os quatro homens adultos enterrados no local que haviam sido decapitados após a morte. Se diz que esses homens estão entre os primeiros exemplos conhecidos dessa prática na Grã-Bretanha e os primeiros na Escócia . Os motivos para a decapitação após a morte não são claros, mas podem ter estado ligados a preocupações ou crenças sobrenaturais sobre como as pessoas morreram, ou mesmo como uma forma de punição. A exposição explorará a experiência da vida na fronteira, desde os soldados que tentaram conquistar a região até as comunidades que viviam ao redor de cada base militar. O projeto também analisará as experiências das pessoas locais cujo modo de vida foi ameaçado pela invasão romana. O NMS afirmou que a reconstrução facial foi baseada em uma avaliação osteoarqueológica realizada no museu, em análises isotópicas anteriores lideradas por pesquisadores da Universidade de Durham e em pesquisas de DNA antigo feitas por uma equipe do departamento de arqueologia da Universidade de York e da Escola de Medicina de Harvard.

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