247 – A China é considerada um parceiro comercial mais confiável do que os Estados Unidos pelos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23). O levantamento mostra que 71% dos entrevistados afirmam confiar muito ou pouco no país asiático, enquanto 58% manifestam algum grau de confiança nos estadunidenses.
Os resultados da pesquisa evidenciam diferenças na percepção das duas potências econômicas, especialmente entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o G1, a China também apresenta um índice de rejeição inferior ao dos Estados Unidos.
Enquanto 24% dos brasileiros afirmam não confiar no país asiático como parceiro comercial, 38% manifestam desconfiança em relação aos EUA. A pesquisa revela ainda uma melhora na avaliação dos dois países em comparação com julho de 2025, embora a China mantenha vantagem nos indicadores de confiança.
China registra maior confiança e menor rejeição Entre os entrevistados, 27% afirmam que o Brasil pode confiar muito na China como parceiro comercial, enquanto 44% consideram que o país pode confiar pouco.
Outros 24% dizem que o Brasil não pode confiar no parceiro asiático, e 6% não souberam responder. No caso dos Estados Unidos, 22% dos eleitores acreditam que o Brasil pode confiar muito no país, enquanto 36% avaliam que pode confiar pouco.
A parcela dos que não confiam chega a 38%, e 4% não souberam responder. Os números indicam que a China supera os Estados Unidos tanto na proporção de brasileiros que manifestam elevada confiança quanto na soma dos entrevistados que expressam algum grau de confiança comercial.
A diferença também aparece entre os que rejeitam os dois países como parceiros. A desconfiança em relação aos Estados Unidos é 14 pontos percentuais superior à registrada para a China.
Confiança nos dois países melhora desde 2025 Na comparação com julho do ano passado, os resultados mostram uma redução da desconfiança em relação às duas maiores economias do mundo.
No caso da China, o percentual de brasileiros que afirmam não confiar no país caiu de 29% para 24%, uma redução de cinco pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a parcela dos que dizem confiar muito subiu de 23% para 27%, avanço de quatro pontos.
Os Estados Unidos também registraram melhora nos indicadores. A proporção de entrevistados que afirmam não confiar no país passou de 46% para 38%, uma queda de oito pontos percentuais.
Já o grupo que manifesta muita confiança nos norte-americanos cresceu de 19% para 22%, uma elevação de três pontos. Apesar da recuperação mais expressiva dos Estados Unidos no indicador de desconfiança, a China continua apresentando uma avaliação mais favorável entre os eleitores brasileiros.
Eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre os EUA O levantamento também identifica diferenças expressivas na percepção dos parceiros comerciais conforme a preferência dos entrevistados na disputa presidencial.
Entre os eleitores que pretendem votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 31% afirmam não confiar na China como parceiro comercial do Brasil. Entre os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esse percentual é de 16%.
A diferença de 15 pontos percentuais mostra que a rejeição ao país asiático é significativamente maior entre os eleitores do candidato do PL. Quando a avaliação envolve os Estados Unidos, entretanto, o cenário se inverte.
Entre os brasileiros que declaram voto em Lula, 61% afirmam não confiar nos norte-americanos como parceiros comerciais. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, a desconfiança é de apenas 14%.
A distância de 47 pontos percentuais entre os dois grupos é um dos resultados mais expressivos da pesquisa e evidencia a associação entre preferências eleitorais e percepções sobre as relações comerciais internacionais. Datafolha aponta empate em votos válidos na eleição presidencial
A pesquisa foi divulgada às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), e também apresenta os números da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nas intenções de voto totais, o candidato do PL aparece com 47%, contra 46% do atual presidente.
Brancos e nulos representam 5%, enquanto 2% dos entrevistados permanecem indecisos. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, os dois candidatos aparecem empatados, com 50% das intenções de voto cada.
Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado das eleições. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de São Paulo, foi realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, com 2.154 pessoas de 16 anos ou mais.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09709/2026.
Brasil 247