A China impôs nesta terça-feira restrições de viagem, incluindo uma proibição temporária de saída do país, para pessoas consideradas como potenciais ameaças à "segurança industrial ou tecnológica" do país. O Conselho de Estado afirmou que cidadãos que violarem as normas relativas à importação e exportação de tecnologia poderão ser proibidos de deixar a China. O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países Aqueles que se envolverem em atividades ilegais no exterior poderão ficar "sujeitos a uma proibição de deixar o território por um período de seis meses a três anos a partir da data de seu retorno à China". A China e os Estados Unidos estão envolvidos numa corrida tecnológica e, há vários meses, cada um acusa o outro de se apropriar das capacidades dos modelos de inteligência artificial desenvolvidos em seus respectivos territórios.
As novas regras, publicadas inicialmente em julho, mas que entraram em vigor nesta terça-feira, foram elaboradas para "preservar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento", segundo o Conselho de Estado. No entanto, analistas alertam que as regras dão ao governo "ampla margem de manobra". Atividades criminosas e relacionadas à segurança "podem ser definidas de forma vaga e facilmente redefinidas", disse Chong Ja Ian, da Universidade Nacional de Singapura, à AFP. — O mundo exterior só saberá como essa margem de manobra será utilizada depois que as primeiras medidas forem implementadas — acrescentou.
O Globo