A Chilli Beans, rede brasileira de óculos, relógios e acessórios, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial na nesta sexta-feira (30/10) para renegociar R$ 340 milhões em dívidas bancárias. O plano, negociado com os principais credores da companhia, prevê novos prazos e condições de pagamento, além de um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação do negócio.Diferentemente da recuperação judicial, a modalidade extrajudicial permite que empresas negociem diretamente com seus credores a reorganização das dívidas, sem a necessidade de conduzir todo o processo sob supervisão da Justiça.
O acordo pode ser posteriormente submetido à homologação judicial para garantir sua validade nas condições previstas em lei.Leia maisGrupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicialGrupo Habib's entra em recuperação judicialCrise no varejo está ligada à alta dos juros, apontam especialistasEm comunicado ao g1, o fundador e CEO da Chilli Beans, Caito Maia, afirmou que o varejo brasileiro atravessa um período desafiador.
"Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", declarou. O empresário já havia relacionado as dificuldades financeiras da companhia aos impactos da pandemia de covid-19 e aos juros elevados.
O Correio tenta contato com a empresa para comentar sobre o pedido. Em caso de resposta, o texto será atualizado.Segundo a empresa, a renegociação envolve exclusivamente dívidas com instituições financeiras.
Obrigações com fornecedores, funcionários e demais parceiros não estão incluídas no acordo. O banco Itaú, a consultoria Akron e a gestora Vega atuam como financiadores âncoras e coordenam a injeção dos novos recursos.A Chilli Beans se junta a outras grandes empresas que recorreram a processos de recuperação judicial ou extrajudicial em 2026, como Casas Bahia, Braskem, GPA e Grupo Gennius, responsável pelas redes Habib's e Ragazzo.Fundada em 1997, a Chilli Beans possui cerca de 900 franquias no Brasil e atua em mais de 14 países.
Apesar da reestruturação financeira, a companhia mantém seus planos de expansão. Somente em outubro, abriu nove pontos de venda no Brasil e outros quatro na América do Sul.
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Correio Brazilliense