247 – A Chilli Beans, uma das principais redes brasileiras de óculos e relógios, iniciou um processo de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em compromissos financeiros com instituições bancárias. O plano estabelece novas condições para o pagamento dos débitos e prevê a entrada de até R$ 50 milhões em recursos para financiar a reorganização da companhia, que mantém aproximadamente 900 franquias no Brasil.
As informações foram divulgadas pelo G1. Segundo a empresa, a proposta já conta com o alinhamento dos principais credores e concentra a negociação nas dívidas bancárias.
Os compromissos com fornecedores, trabalhadores e outros parceiros comerciais permanecem fora do acordo. A operação reúne Itaú, Akron e Vega como financiadores âncoras.
Essas instituições participam da coordenação do aporte de novos recursos, que serão disponibilizados pelos próprios credores para dar suporte à reestruturação financeira iniciada nos últimos meses. O objetivo da iniciativa é reorganizar o endividamento e adequar os compromissos financeiros à capacidade atual da empresa, preservando as atividades comerciais e a rede de franquias.
Caito Maia reconhece dificuldades no varejo O fundador e presidente-executivo da Chilli Beans, Caito Maia, reconheceu que a companhia atravessa um período de dificuldades, em um cenário de desafios para o comércio varejista brasileiro.
O empresário afirmou que a empresa pretende utilizar o processo de renegociação para superar esse momento e fortalecer suas relações comerciais. “Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros”, disse.
A reestruturação busca reorganizar a situação financeira da companhia sem incluir no acordo os compromissos com fornecedores e funcionários. A separação delimita a negociação aos débitos contraídos com bancos.
Como funciona a recuperação extrajudicial A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie diretamente com seus credores para estabelecer novas condições de pagamento e reorganizar suas obrigações financeiras.
Depois de construir um acordo, a companhia encaminha o plano à Justiça para obter a homologação. Diferentemente da recuperação judicial, o mecanismo não exige a abertura de um processo de recuperação conduzido judicialmente desde o início.
A negociação ocorre diretamente entre a empresa e os credores envolvidos, dentro das condições previstas na legislação. O instrumento também permite estabelecer acordos com grupos específicos de credores, sem necessariamente incluir todas as obrigações financeiras da companhia.
No caso da Chilli Beans, a proposta concentra-se nos bancos e busca ajustar a estrutura de capital às condições atuais da operação. O aporte de até R$ 50 milhões integra essa estratégia, oferecendo recursos para sustentar as mudanças financeiras e operacionais.
Aporte busca fortalecer operação e rede de franquias O sócio da Akron Capital, Felipe Casotti, afirmou que a renegociação poderá permitir uma reorganização dos compromissos financeiros e uma concentração maior de esforços nas atividades comerciais.
“Entendemos que a renegociação com credores permitirá à companhia readequar sua estrutura de capital à realidade atual do negócio, criando condições para que possa concentrar seus esforços na operação, fortalecer sua relação com franqueados e fornecedores e retomar uma trajetória de crescimento sustentável”, afirmou.
Com cerca de 900 franquias no país, a Chilli Beans busca preservar sua estrutura comercial enquanto reorganiza as dívidas bancárias. A participação dos credores no financiamento da operação constitui uma das principais frentes do plano, que combina renegociação dos débitos e entrada de novos recursos para sustentar a continuidade do negócio.
Brasil 247