Chile tem 29 presos em ato que relembra rebelião social e critica Kast

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – Pelo menos 29 pessoas foram presas neste domingo (18), em Santiago, durante a manifestação pelos sete anos da revolta social de 2019. O ato reuniu milhares de participantes na Plaza Italia e teve críticas aos cortes em políticas públicas promovidos pelo governo de José Antonio Kast, segundo a teleSUR.

Organizada por movimentos sociais e estudantis, a mobilização também homenageou as cerca de 30 pessoas que morreram durante a onda de protestos de 2019 e os milhares de feridos pela repressão das forças de segurança naquele período.

A manifestação associou a memória da rebelião à cobrança por respostas às demandas que levaram os chilenos às ruas sete anos atrás. Entre as palavras de ordem estavam “Outubro ainda é relevante” e “Não queremos sobreviver, queremos viver”, em referência à defesa de melhores condições de vida e de ampliação dos direitos sociais.

A percepção de que essas reivindicações continuam sem resposta aparece em uma pesquisa da empresa Criteria divulgada no domingo. Segundo o levantamento citado pela reportagem, 68% dos entrevistados consideram que os problemas que motivaram os protestos de 2019 permanecem sem solução no Chile.

Os participantes defenderam mudanças nas condições econômicas e no acesso a direitos sociais, além de retomar reivindicações políticas e culturais presentes nas manifestações daquele ano. A concentração ocorreu em um dos locais mais associados à revolta, a Plaza Italia, que voltou a reunir organizações estudantis e movimentos populares.

Os ajustes fiscais do governo Kast estiveram entre os principais alvos das críticas. De acordo com a teleSUR, as medidas atingem áreas como saúde, educação, ciência e cultura, além de bolsas de estudo, benefícios e subsídios.

A reportagem também menciona o encerramento de um programa destinado a mulheres e o fim de uma iniciativa que, durante 17 anos, forneceu computadores a estudantes de baixa renda. A redução dessas políticas alimenta a insatisfação de setores que participaram da mobilização.

Sete meses após assumir a Presidência, Kast registra 64% de desaprovação, conforme os dados apresentados pela teleSUR. A publicação relaciona o desgaste às promessas não cumpridas, à piora de indicadores econômicos, ao aumento do desemprego e à resistência aos cortes na assistência social e nos serviços públicos.

Foi a primeira manifestação de aniversário da revolta realizada sob o governo Kast. O presidente chileno tem uma posição contrária ao movimento de 2019, que já classificou como “revolta criminosa”.

A onda de manifestações começou durante o governo de Sebastián Piñera, após um aumento nas tarifas do transporte público. A contestação à passagem se expandiu e passou a expressar a insatisfação acumulada com a desigualdade, o acesso aos serviços públicos e o modelo econômico chileno.

Os protestos se transformaram na maior crise social do país desde o retorno à democracia. Sete anos depois, a marcha em Santiago voltou a reunir a homenagem aos mortos e feridos daquele período e a defesa das reivindicações que deram origem à mobilização.

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