Chanceler decorativo já entra na lista de ministros que devem rodar em reforma de Lula

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Chamado até de chanceler de enfeite, já que é Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais, que aluga os ouvidos de Lula quando o presidente quer saber sobre política externa, Mauro Vieira tem grandes chances de deixar o posto de ministro das Relações Exteriores segundo apostas de auxiliares próximos a Lula.

Um dos cotados para o posto é até o ex-ministro da Fazenda e derrotado na eleição para governador de São Paulo Fernando Haddad (PT), deslocado no governo. O nome de Haddad já foi ventilado para Casa Civil e até uma eventual volta ao Ministério da Fazenda.

Poucas chances para ambos os casos. Em alta está o embaixador André Corrêa do Lago, que assumiu a bucha de presidir a COP30, conferência do clima da ONU em Belém (PA).

Maurício Lyrio é outro que pode ascender no Itamaraty. Atuou no tarifaço contra o Brasil e tem um “diferencial” que conta: é próximo de Amorim.

Pelas beiradas ainda tem Maria Luiza Viotti, atual embaixadora do Brasil em Washington (EUA), mas a crise com os EUA complica o caso dela. O PT não pretende retirar o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para presidente da Câmara dos Deputados, mas, o partido captou movimentos de aproximação do PL com o deputado e já deixaram claro ao parlamentar que não pretende compor o mesmo bloco que os liberais.

O chilique petista diverge da eleição de 2025, quando os dois partidos declararam apoio a Motta. A diferença agora é que um dos articuladores da vitória, Arthur Lira (PP-AL), agora é senador.

Motta aglutina partidos de centro que tentam podar o poder do PL, com folga a maior bancada da Câmara, com 121 deputados. Com a gigante bancada, o PL, se estiver no bloco vencedor, fatura os melhores lugares na Mesa Diretora e as melhores comissões da Casa.

Sem o PL, o PT e sua federação, que soma ainda PCdoB e PV, fica com a maior bancada e força, são 88 deputados. União Progressistas tem 87.

Eleito governador de Minas Gerais, Tancredo Neves lembrou que precisava arrumar um cargo importante para um amigo de todas as horas, Feliciano Libânio da Silveira, o Sanico, hoteleiro em Alfenas. Procurou-o: “O que você deseja no meu governo, Sanico?”, perguntou.

“Só uma coisa, Tancredo: quando você for anunciar o secretariado, sala lotada de jornalistas e de políticos, me chame na frente de todo mundo e cochiche qualquer coisa no meu ouvido...”. Sanico sabia que os sinais podiam ser mais importantes que os cargos.

Quando afirma que Flávio Bolsonaro deve ficar e “provar sua inocência”, mas deveria saber que o ônus da prova é da acusação. Como no seu caso, quando as provas da Lava Jato o condenaram à prisão.

Carlos Jordy (PL-RJ) não engoliu a tal oferta de indulto a Jair Bolsonaro defendida agora por Davi Alcolumbre, que tenta se reeleger presidente do Senado: “Tem quer ser muito otário para cair nessa conversa fiada”. Hélio Lopes não perdoou o aumento da inadimplência das famílias e resumiu o governo Lula: “Esse desgoverno só conquistou recordes negativos para o país e está deixando o povo cada vez mais pobre.”

Rogério Marinho reagiu à perícia que identificou 999 itens alterados no celular, após a prisão de Daniel Vorcaro: “Cheiro de pizza no ar. Foi só passar as eleições e eles estão fazendo de tudo para liberar os amigos”.

Caio Zylbersztajn, economista e sócio da Nord Wealth, e o desequilíbrio fiscal no Brasil A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) diz que ainda não consegue descrever o sentimento após as eleições e cobra reação: “Precisamos seguir lutando, não dá mais para aceitar tanta promiscuidade”.

Eduardo Girão (Novo-CE) suspeita que aliados de Lula preparavam terreno para anular a eleição em caso de derrota. Lembrou dos ônibus adesivados pelo PT na Bahia e de artistas pedindo prorrogação do voto.

Luciano Hang, da Havan, se diz preocupado com a tal “reforma” tributária de Lula e alerta que o imposto total pode chegar a 30%: “Se confirmado, o Brasil poderá ter a maior alíquota-padrão de IVA do mundo”. O ministro Fux fará audiência pública hoje (3) sobre as bets.

Enquanto as empresas legalizadas seguem fora do ar. O IBJR calcula que o mercado clandestino pode ganhar R$ 28,1 bilhões por ano.

O próximo chanceler também será só para enfeite?

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