Belo Horizonte – Comprar comida na capital mineira tem ficado mais caro. Em setembro, a cesta básica calculada na última pesquisa de preços divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), custou R$ 802,99 na capital mineira, alta de 5,72% em relação a agosto.
Em 12 meses, o aumento chegou a 11,72%. A pesquisa da Fundação Ipead/UFMG também registrou alta no custo da alimentação.
O levantamento, que considera 13 produtos consumidos por um trabalhador adulto, apontou valor de R$ 768,10 em setembro, avanço de 1,44% no mês e de 3,93% em um ano. Os valores das duas pesquisas são diferentes porque os levantamentos adotam metodologias próprias.
Ambos, porém, mostram que o orçamento destinado à alimentação continua pressionado e que a cesta básica custa aproximadamente metade de um salário mínimo, que é de R$ 1.621. Uma consulta ao site Mercado Mineiro, que reúne pesquisas de preços e ofertas de estabelecimentos, encontrou diferenças nos valores de produtos vendidos em Belo Horizonte.
Entre as ofertas divulgadas, um pacote de 5 kg de arroz branco Tia Jú era anunciado por R$ 19,99 no Apoio Mineiro, no bairro Horto, com validade até 1º de novembro. Já o pacote de arroz branco Camil, também de 5 kg, aparecia por R$ 23,80 no Supermercados BH, na região do Grajaú/Gutierrez.
A diferença entre os dois preços é de R$ 3,81 por pacote. A comparação, no entanto, envolve marcas diferentes e não representa uma pesquisa de preços médios do arroz em toda a cidade.
Nas carnes, o site anunciava o quilo do contrafilé por R$ 49,99 no Mercadão da Carne, em Saramenha, com oferta válida até 31 de outubro. Já o quilo do chã de dentro bovino era anunciado por R$ 42,80 no Supermercados BH, na região do Grajaú/Gutierrez, até 1º de novembro.
Os preços são de ofertas específicas, com validade e condições próprias. Por isso, é importante confirmar os valores com os estabelecimentos antes de sair para comprar.
Na pesquisa do Dieese e da Conab, o tomate e a batata estiveram entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta básica em Belo Horizonte. Entre agosto e setembro, o preço médio do tomate subiu 51,86%, enquanto o da batata avançou 34,73%.
Na comparação com setembro de 2025, os dois produtos também registraram aumentos expressivos: 69,07% para o tomate e 67,49% para a batata. O feijão carioquinha acumulou alta de 38,58% em 12 meses.
Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais baratos no período. A banana acumulou queda de 25,54% em um ano, e o café em pó recuou 21,60%, segundo o mesmo levantamento.
O valor de R$ 802,99 registrado em setembro correspondeu a 53,55% do salário mínimo líquido considerado pelo Dieese. Para comprar os alimentos da cesta básica, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou dedicar 108 horas e 59 minutos de trabalho no mês.
A cesta do Dieese reúne 13 produtos alimentares em quantidades definidas para estimar o gasto mensal de um trabalhador adulto. Ela não corresponde ao total das despesas de uma família, que variam conforme o número de moradores, os hábitos de consumo e a inclusão de outros itens.
Para reduzir os gastos, pesquisar preços e comparar marcas e estabelecimentos pode ajudar. As ofertas do Mercado Mineiro são uma referência para encontrar oportunidades pontuais, mas os valores e a disponibilidade devem ser confirmados antes da compra.
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