Cerrado Play amplia espaço da cultura geek na economia criativa em Goiânia

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

A cultura geek foi além das competições e dos encontros entre fãs durante o Cerrado Play, realizado nos dias 7 e 8 de novembro, no Shopping Cerrado, em Goiânia. Com uma programação que reuniu games, cosplay, K-pop, espaço Coreia, tecnologia e educação, o evento abriu espaço para discussões sobre economia criativa, oportunidades profissionais e o papel dos jogos e animes na formação de crianças e jovens.

Entre os destaques estiveram os embaixadores cosplay do Metrópoles Games, Carol e Genilson Frazão. No último sábado (7/11) Carol conquistou o primeiro lugar no concurso cosplay individual.

A vitória foi comemorada pela artista, que destacou a honra de representar o Metrópoles em eventos pelo país e a felicidade de levar mais um título para casa. A conquista também marcou mais um capítulo da trajetória do casal, que se conheceu em um evento de cosplay, em 2012, e transformou a paixão pela cultura pop em parte da vida profissional.

Neste domingo (8/11) os dois voltam a competir juntos, interpretando Raphtalia e Naofumi, personagens do anime O Herói do Escudo. A dupla já havia conquistado, em agosto, uma vaga na etapa nacional do World Cosplay Summit durante o Metrópoles Game Festival, em Brasília.

Para a apresentação em Goiânia, os artistas prepararam melhorias na performance, incluindo novos efeitos visuais. A jornalista e apresentadora do Metrópoles Games, Ananda Leonel, foi responsável por apresentar e conduzir o evento e as principais atrações do palco, entrevistas e atividades de interação com o público durante os dois dias de evento.

“É uma alegria fazer parte do time do Metrópoles e estar no comando do Cerrado Play, é uma honra, e poder unir duas coisas que fazem parte da minha trajetória: a comunicação e a cultura geek”, disse. Um post compartilhado por Metrópoles Games (@metropolesgames)

A programação contou com participações de criadores como Bistecone, FroggTV, Coelho e Foxyzinho, além de atividades com a plateia, desafios de conhecimentos gerais e cultura geek e encontros entre influenciadores e fãs. “Foi minha primeira vez em Goiás e fiquei encantado com o carinho dos fãs.

É muito especial estar aqui, conhecer quem acompanha meu trabalho e poder compartilhar esses momentos de perto”, conta Foxyxinho. Um dos momentos da programação foi o painel dedicado ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que levou ao palco uma discussão sobre como referências da cultura pop podem contribuir para o aprendizado.

A proposta aproximou dois universos que nem sempre aparecem juntos: a preparação para uma das principais avaliações educacionais do país e o universo dos jogos, animes e personagens que fazem parte do cotidiano dos estudantes. Entre os participantes esteve o professor de biologia Chris, que utiliza Pokémon como ferramenta para trabalhar conteúdos da disciplina em sala de aula.

Durante o painel, ele abordou a importância de estabelecer conexões entre os assuntos escolares e os interesses dos alunos. “Eu uso Pokémon nas minhas aulas de biologia porque acredito que a educação precisa dialogar com o universo dos alunos.

Quando trazemos referências que eles conhecem e gostam, conseguimos despertar a curiosidade e tornar o aprendizado mais interessante. Estar em um evento geek falando sobre educação é mostrar que os games e os animes também podem ser ferramentas de conhecimento”, destaca o professor Chris.

A utilização de personagens e mecânicas dos jogos pode servir como ponto de partida para explicar conceitos científicos, despertar a curiosidade e tornar o conteúdo mais próximo da realidade dos estudantes. A presença de educadores em um evento geek também reforçou uma discussão sobre as possibilidades pedagógicas dos games, especialmente quando utilizados com planejamento e objetivos de aprendizagem bem definidos.

Para a presidente da Associação Goiana de E-Sports (AGES), Ana Calixto, a realização do Cerrado Play está ligada ao fortalecimento do cenário geek e gamer em Goiás e à movimentação da economia criativa. “Quando falamos de games e cultura geek, estamos falando também de geração de renda, oportunidades e profissionais que movimentam esse mercado.

Queremos fortalecer esse cenário em Goiás e mostrar que ele também tem espaço na educação, na tecnologia e no empreendedorismo”, destaca Ana Calixto. O setor reúne profissionais de diferentes áreas, como desenvolvedores de jogos, artistas independentes, produtores de conteúdo, ilustradores, cosplayers, comerciantes e prestadores de serviços.

Além das atrações de palco, o evento contou com uma feira geek, espaço Coreia, espaços de comercialização e exposição de trabalhos artísticos, experiências tecnológicas e uma mostra de jogos independentes. Outro ponto de destaque foi a valorização da comunidade cosplay.

Mais do que reproduzir visualmente personagens de filmes, jogos e animes, a atividade envolve pesquisa, confecção de figurinos, maquiagem, interpretação e, em muitos casos, técnicas de cenografia e produção de acessórios. Organizadora e apresentadora do concurso cosplay do Cerrado Play, Mafê Cruvinel ressaltou a importância de garantir espaços de visibilidade para os artistas nos eventos de cultura pop.

“O cosplay é uma forma de arte que envolve muito estudo, dedicação e criatividade. Ter espaços onde esses artistas possam apresentar seus trabalhos e ser reconhecidos é fundamental para fortalecer a comunidade.

Não é apenas vestir um personagem, existe toda uma história e um processo por trás de cada apresentação”, explica Mafê. A realização de competições e apresentações permite que o público conheça o trabalho desenvolvido pelos cosplayers, que frequentemente dedicam meses à preparação de uma única performance.

No Cerrado Play, o concurso fez parte de uma programação de competições de cosplay e K-pop que, juntas, tiveram R$ 15 mil em premiações anunciadas. A cultura sul-coreana também teve seu espaço com cenografias e com o concurso de K-pop, apresentado por Larumy Mizuno.

Mais do que uma competição de dança, a atividade reuniu participantes que encontraram na música e nas coreografias uma forma de expressão, pertencimento e conexão com outras pessoas. “O K-pop vai além da dança.

É um espaço onde muitos jovens conseguem superar a timidez, desenvolver a autoconfiança e se sentir parte de uma comunidade”, destaca Larumy Mizuno. Com a cobertura em eventos de games e cultura pop, o Metrópoles Games reforça seu compromisso de dar visibilidade à cultura geek, valorizando os talentos, as histórias, economia criativa, mercado e os profissionais que movimentam esse universo.

A proposta é ampliar o espaço para diferentes vozes e aproximar o público de um cenário que vai muito além dos jogos, envolvendo arte, educação, criatividade e novas oportunidades.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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