CEO da AtlasIntel diz que pesquisas superestimaram Flávio por medo de CPI

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Fonte da notícia: Correio Brazilliense Correio Brazilliense

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o receio de pressões políticas e judiciais levou grandes institutos de pesquisa a superestimar o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro. Em publicações feitas no X no domingo (25/10), Roman criticou os métodos utilizados pela Quaest e pelo Datafolha e apontou problemas também em uma das decisões adotadas pela própria empresa na coleta de dados.“Parabéns à Futura, que teve mais coragem que a AtlasIntel, Quaest e DataFolha juntas”, escreveu Roman em uma das publicações.

Na sequência, ele apresentou críticas aos levantamentos eleitorais e à forma como os institutos avaliaram o comportamento dos eleitores.Segundo ele, o medo de subestimar Flávio Bolsonaro, diante do que classificou como “perseguição judicial constante do TSE” e da promessa de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das pesquisas, fez com que os institutos superestimaram o desempenho de Flávio. Roman também criticou os modelos de eleitor provável utilizados pela Quaest e pelo Datafolha, que, de acordo com ele, não teriam considerado adequadamente o aumento da mobilização de eleitores lulistas, o que, em sua avaliação, deveria ter elevado a estimativa de comparecimento desse grupo às urnas.Leia também: As pesquisas para presidente na véspera do 2º turno — o que diziam em 2018, 2022 e o que mostram agoraO modelo de eleitor provável é um método estatístico usado para estimar quais entrevistados têm maior chance de comparecer às urnas.

A depender dos critérios adotados, o modelo pode alterar o peso das intenções de voto de diferentes grupos e, consequentemente, a projeção do resultado eleitoral.Apesar das críticas aos outros institutos, Roman também reconheceu uma falha na estratégia adotada pela AtlasIntel. Segundo ele, a escolha de um período de cinco dias para a coleta de dados de uma pesquisa divulgada na véspera da votação teria atenuado a tendência de redução da diferença entre os candidatos.

“A última atualização do nosso tracking mostrava diferença de 0,6pp, não 1,6”, escreveu ele. Em outra publicação, Roman ressaltou que não considera o modelo de eleitor provável um problema em si, mas criticou a forma como teria sido aplicado por outros institutos durante a eleição.

Segundo ele, o erro estaria em aumentar a probabilidade de comparecimento de eleitores que perderam engajamento ao longo da campanha, em vez de considerar a redução de sua disposição para votar.O executivo afirmou ainda que todas as aplicações desse modelo durante a disputa eleitoral falharam.

Segundo Roman, a AtlasIntel, incorporando a estimativa de eleitor provável, identificou corretamente a direção da mobilização nos dois turnos, mas foi surpreendida pela intensidade do movimento.Leia também: Abstenção tem a maior queda entre turnos desde a redemocratizaçãoNa publicação, o CEO também defendeu a possibilidade de mudanças no sistema de Justiça brasiliero e ressaltou que a pressão política sobre os institutos de pesquisa não deveria ocorrer.

“Que isso fique de lição para todos nós. A justiça brasileira precisa, além do impeachment de vários ministros, de uma reforma e despolitização profunda.

E a paixão política nunca deve se manifestar em pressões indevidas sobre os institutos de pesquisa”, disse. Em um outro post, o CEO atribuiu à pressão judicial sobre os institutos de pesquisa os erros na identificação do vencedor do segundo turno presidencial. Ele anunciou que a empresa pretende apresentar pedidos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra juízes que, segundo ele, teriam “atropelado” a lei, começando por casos no Rio Grande do Norte.Parabéns á Futura, que teve mais coragem que a AtlasIntel, Quaest e DataFolha juntas.— Andrei Roman (@andrei__roman) October 25, 2026  A perseguição judicial dos institutos de pesquisa é a principal razão pela qual todos os grandes institutos erraram o vencedor do 2º turno da eleição presidencial pela 1ª vez na história.

A AtlasIntel apresentará ao CNJ pedidos específicos sobre juízes que atropelaram a lei, começando pelo Rio Grande do Norte.— Andrei Roman (@andrei__roman) October 26, 2026   Saiba Mais Política MDB parabeniza Lula pela reeleição e deseja "serenidade para governar" Política Presidente do Republicanos parabeniza Lula e pede governo para todos Política Apoiador de Flávio, Caiado reconhece vitória de Lula Política TSE desmente Flávio sobre retirada de fiscais do PL durante apuração Política Não votei no segundo turno: até quando posso justificar a ausência? Política Flávio Bolsonaro ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos Política Como Janones montou um exército digital na campanha de Lula — e qual espaço pode ter no novo governo Política Prorrogar da votação no Brasil afeta reconhecimento, diz defesa de Trump Política Mesmo com locaute, Lula vence Flávio de virada e conquista 4º mandato Política Viradas em Tocantins e no Rio Grande do Norte marcam disputas estaduais Política Os argumentos de Flávio para pedir anulação da eleição — e o que dizem especialistas Política Lula conquista a 1ª vitória da esquerda na América Latina desde que Trump voltou ao poder; veja mapa Política Lula vence eleição de virada e conquista quarto mandato presidencial  

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