O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do TJ do Rio, responsável pela apelação à decisão do Tribunal do Júri relacionada ao caso do menino Henry Borel, deixou claro, dias atrás, seu desejo de acelerar o julgamento do recurso. Isso porque, ao intimar a defesa de Jairinho a apresentar as razões de sua apelação à sentença que o condenou a mais de 43 anos pela morte e tortura de Henry, ele determinou que o cartório pule o envio dos autos para seu conhecimento a cada nova etapa das razões e contrarrazões.
Os autos do processo, com o recurso interposto pelo Ministério Público e pela Assistência da Acusação contra a sentença que soltou Monique Medeiros, chegaram ao tribunal no dia 28 e, no dia 29, ele intimou a defesa de Jairinho a apresentar as razões da apelação que o ex-vereador interpôs.
Como se sabe, em 4 de junho, Monique foi condenada pelos jurados por omissão em tortura e omissão culposa por homicídio, mas recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Quatro dias depois, o MP e a assistência de acusação apresentaram recurso, pedindo novo júri em relação a ela.
O próprio MP também pede novo julgamento para Jairinho em relação a dois episódios de tortura, por divergência entre a absolvição dos jurados e as provas. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos pela morte e tortura do menino, ocorrida em 2021, e pediu a anulação total do julgamento.
O ex-vereador preferiu apresentar as razões diretamente ao TJ, em vez de fazê-lo no juízo de origem.
O Globo