O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na noite desta quinta-feira que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) encaminhe "imediatamente" para a Corte Superior os autos do processo relacionado à candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio. No despacho do magistrado é citada a "relevância do julgamento". A medida de Marques atende à coligação de Eduardo Paes (PSD), que, entre seus pedidos, ressalta a necessidade de "urgência" na análise do caso, que depende agora do TSE, tribunal ao qual o ex-governador recorreu. O pedido é uma tentativa de que o julgamento ocorra antes do 1º turno, o que pode impactar no desfecho da eleição de domingo.
Match eleitoral: Faça os testes e veja candidatos a presidente, governador, senador e deputado que combinam com você O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Floriano Marques é relator de outro caso envolvendo Garotinho nesta eleição. Foi o ministro quem acolheu o pedido de liminar do ex-governador contra uma decisão de agosto em que o candidato do Republicanos havia sido impedido de acessar recursos do Fundo Partidário, assim como foi vetado do horário eleitoral. Agora, conforme O GLOBO mostrou nesta semana, a expectativa de aliados do ex-governador é que o recurso atual também fique nas mãos de Floriano. Nesta semana, o TRE-RJ concluiu o julgamento da candidatura de Garotinho, que teve o registro negado. O entendimento é que o candidato está com os direitos políticos suspensos, em razão de uma condenação por improbidade administrativa (o entendimento do radialista é que o prazo da condenação começou a contar em 2018, e não no ano passado, quando o caso transitou em julgado). Regras para ir à urna: O que pode e o que não pode no dia da eleição 2026? Veja as regras do TSE Na última quarta-feira, então, o candidato do Republicanos recorreu ao TSE, Corte que depende de um trâmite burocrático do TRE-RJ para poder escolher um relator e, enfim, julgar o caso. Sete advogados que defendem Garotinho assinam o pedido para que o TRE-RJ remeta o caso "com a necessária urgência" para o TSE. Por outro lado, a coligação da qual Eduardo Paes faz parte, também pede celeridade no caso.
Conforme o despacho de Floriano Marques, a coligação "Juntos Para Mudar Coragem Para Reconstruir" requer duas coisas: que seja determinada "em caráter de máxima urgência" a expedição de ofício do TRE para "o imediato encaminhamento dos autos" do registro de candidatura de Garotinho para o TSE; assim como que seja "definitivamente julgado e confirmado o acórdão do TRE/RJ", confirmando o indeferimento da candidatura.
Empatados, Lula e Flávio apostam em atos no Sudeste, maior colégio eleitoral, nos últimos dias de campanha Paes é interessado no desfecho do caso Floriano deferiu o pedido do grupo do ex-prefeito do Rio e determinou que o TRE-RJ seja oficiado "com urgência". O magistrado destacou que o caso é relevante por envolver uma "candidatura ao cargo da chefia do Poder Executivo" fluminense. Paes, à frente das últimas pesquisas eleitorais, é interessado na situação de Garotinho porque isso pode facilitar uma eventual vitória nas urnas. É que, com o recurso de Garotinho pendente, os votos do candidato do Republicanos são considerados "anulados sub judice": ou seja, serão contabilizados na contagem dos votos. Caso o TSE confirme a inelegibilidade de Garotinho, os votos do ex-governador seriam desconsiderados na contagem final e, assim, Paes poderia ser beneficiado: o menor número de votos válidos pode fazê-lo vencer no primeiro turno. Caso o TSE julgue o caso antes do 1º turno, Garotinho pode ficar fora da disputa (se a Corte negar sua candidatura). Também pode acontecer de o tribunal aceitar o recurso do candidato e validar de vez os seus votos.
O Globo