Um casal que luta na Justiça para recuperar uma casa no Recreio dos Bandeirantes, ocupada atualmente pelo atacante Pedro, do Flamengo, se manifestou sobre a disputa. Em uma nota exclusiva, os antigos proprietários criticaram a forma como ocorreu a venda do imóvel em leilão e afirmaram que o jogador tinha conhecimento da situação antes mesmo deles.
A proprietária revelou que “Pedro era meu vizinho” e declarou ter ficado “perplexa” ao descobrir que ele havia adquirido a casa. Ela enfatizou: “Fiquei chocada” após saber da compra feita sem sua notificação.
Para eles, tanto a venda quanto a aquisição do imóvel foram irregulares, com adjetivos pesados como “imoral” atribuídos à transação. Segundo ela, comprar a casa da vizinha “escondido” é um ato questionável.
Os antigos proprietários também levantaram questões sobre a origem da dívida que resultou na execução do financiamento imobiliário. Eles alegaram que as parcelas, que deveriam diminuir por meio do sistema de amortização constante (SAC), aumentaram ao longo do tempo.
“Apresentamos provas e um laudo pericial à Justiça, mas não houve reconhecimento de irregularidades por parte da Caixa Econômica Federal”, disseram. A retirada do casal da residência ocorreu em circunstâncias que alegam serem problemáticas.
Eles afirmam que o processo foi realizado sem aviso prévio, com a presença de oficiais de Justiça, policiais e o pai de Pedro. “Essa violência só foi interrompida após contatar meu advogado”, destacou uma das proprietárias, que se sentiu intimidada pelo cenário.
Além de contestar a maneira como deixaram a casa, os antigos proprietários se mostraram insatisfeitos com as alterações que foram feitas no imóvel após sua saída. Relataram que notaram mudanças, incluindo o corte de plantas que faziam parte da casa por mais de dez anos.
“Cortaram minhas palmeiras e buganvile que traziam beleza à residência. Modificaram a estrutura da casa.
Eu nunca autorizei nada disso”, disseram, evidenciando a indignação com as intervenções. Atualmente, eles afirmam que a casa permanece vazia, sem moradores desde sua saída, o que reforça seu argumento de que a retomada da posse não causaria o despejo de terceiros.
Após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em agosto de 2026, que anulou a execução extrajudicial, eles enviaram uma notificação para a devolução do imóvel, mas como não houve resposta, ajuizaram uma ação de reintegração de posse. O casal busca com isso não apenas a devolução da casa, mas também a reparação da situação que consideram injusta.
A nota termina enfatizando o desejo sincero de um dos proprietários: “Eu só quero minha casa de volta”. A disputa judicial envolve questões complexas, desde a origem da dívida até a venda do imóvel, sendo que a situação de Pedro, jogador de destaque, traz ainda mais notoriedade ao caso.
A outcomes da ação poderá pautar futuras discussões sobre direitos de propriedade e a responsabilidade na compra de imóveis em situações semelhantes.
Diário do Estado GO