Lá se vão dez anos. Azarão, Donald Trump acabara de vencer Hillary Clinton no Colégio Eleitoral. À frente do Hilton Midtown, na Sexta Avenida, nós, jornalistas, buscávamos sinais do novo regime nas declarações e gestos dos que chegavam. Eleitoralmente, provara-se acertada a migração do Partido Republicano para a extrema direta. Saíam de cena os engomadinhos “country club” e arrombavam a festa arremedos de gurus, pastores interessados no fim do direito ao aborto, adesistas endinheirados de última hora e militantes em êxtase. Nos quarteirões das ruas 53 e 54, estes últimos gritaram para os repórteres: “Vamos atrás de vocês.” O absurdo da cena era intensificado pelo entorno. As ameaças eram feitas à imprensa, no coração de Nova York, a mais diversa e dinâmica cidade dos EUA. Ingênuos, pensávamos, repetiam por cacoete o comportamento de seu líder, que seria inevitavelmente domado nos corredores de Washington. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Carimbar a extrema direita de anticristã tem dado certo para os religiosos do Partido Democrata
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O Globo
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