O caso da LTW, empresa de investimentos irregular acusada por investidores de ter dado um calote multimilionário, se tornou um processo sancionador na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apurou a coluna. A acusação formal surge quatro anos depois do sumiço do dinheiro e três anos após o caso ter sido um dos tratados na CPI das Pirâmides Financeiras.
Embora tenha aberto a investigação no fim de 2024, a área técnica da CVM assinou a peça acusatória há algumas semanas. A citação de todos os acusados ainda está em curso.
Ainda não há relator nem data para julgamento. Estão sendo acusadas seis pessoas e três empresas (LTW Gestão Financeira, Libra Consultoria de Valores Mobiliários e LTW Invest).
Entre os acusados estão Luiz Henrique Brito Mendes e Caroline Lins Domingues, casal apontado como fundador da LTW. O escândalo da LTW estourou em 2022, quando centenas de clientes passaram a se queixar de calotes em seus investimentos.
Embora a companhia não tivesse autorização da CVM para operar, reportagem do site Intercept citou estimativa de R$ 100 milhões em recursos desviados. Uma das alavancas de captação de clientes da LTW foi o marketing em videocasts, entre eles o Flow.
O Globo