Caiado e Zema elogiam ação de Fachin e Renan Santos classifica como 'show de horrores’

Caiado e Zema elogiam ação de Fachin e Renan Santos classifica como 'show de horrores’ - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

O presidenciável Renan Santos (Missão) afirmou que, ao suspender das decisões dos tomadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, o presidente do STF Edson Fachin “coroou um show de horrores” na Corte. Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) elogiaram a ação do ministro, que também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das "fake news".

“A decisão do Fachin só coroou um show de horrores que o Brasil está passando. Um show ridículo de briga de egos entre ministros da Suprema Corte. Um querendo mostrar que é mais malvado que o outro, que briga mais que o outro”, afirmou. Leia mais

O presidente do STF suspendeu, na tarde desta quarta-feira (9), tanto a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tomada na terça-feira (8), quanto a do ministro Dino de reintegrá-lo ao cargo, desta manhã. Além disso, Fachin revogou a delegação que mantinha o ministro Alexandre de Moraes na relatoria do inquérito das “fake news” desde 2019. O inquérito agora está sob comando da presidência do STF.

Para Santos, a escalada da crise reflete “uma Suprema Corte que representa a própria política do Brasil”, onde “ninguém vale nada” e não está preocupado com o país, mas sim com o “ego” e em “acumular poder”.

Sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, Santos disse que o Brasil precisa urgentemente de uma Presidência da República com gente séria e que não tenha “nada a ver com isso”, disse.

Nesta quarta, Lula pediu urgência na quebra de sigilo das investigações do caso do Banco Master e disse que “doa a quem doer, o Brasil precisa saber a verdade”.

Santos voltou a defender ainda uma mudança no perfil das futuras indicações ao Supremo, "com gente que coloque ministros do STF que não estão lá para fazer negócio" e que "não estão lá para defender político A, B ou C ou impunidade”. Mais cedo, o candidato já havia criticado a decisão de Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo. Caiado deu parabéns a Fachin, em rede social, e disse que "esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário". O ex-governador de Goiás citou "abusos" de Moraes e disse que o ministro foi "exposto de forma vergonhosa nas conversas" com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O candidato do PSD foi menos enfático ao comentar a decisão de Fachin de suspender a decisão do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). "Torço e desejo que ele [Fachin] saiba exatamente o que está fazendo ao suspender a decisão do ministro Mendonça sobre Andrei na PF. Se for para tomar medidas e arrumar a casa, que tenha a mesma firmeza para dar um basta nos abusos de Alexandre de Moraes", disse Caiado, acrescentando que "o Brasil não aguenta mais tanta instabilidade". Zema disse que Moraes ficou "sem a grande arma" que usava para, segundo o candidato, intimidar adversários políticos. O ex-governador de Minas Gerais, que faz uma campanha crítica ao STF e se refere aos ministros como "intocáveis", disse que a sociedade está cansada de escândalos e começou a reagir. "Hoje finalmente tivemos uma boa notícia: o 'intocável-mor' perdeu a principal arma de intimidação que ele tinha", declarou Zema, durante uma transmissão ao vivo em suas redes, ao lado do candidato a vice, Eduardo Girão (Novo). Girão manifestou também apoio a Mendonça e disse que os ventos estão "começando a mudar" no país, com combate a abusos na Corte. Mais cedo, Zema classificou como “aberração” a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar Rodrigues ao cargo, nesta quarta-feira (9). Além das mudanças no inquérito das "fake news", Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino sobre o diretor da PF, que após a reviravolta foi mantido no posto.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Valor