Mulher que um dia integrou a rede de prostituição conhecida como “império do job” passou a receber ameaças atribuídas à ex-patroa, apontada como uma das responsáveis pelo esquema. Em áudio obtido pela coluna Na Mira, a cafetina desafia a ex-funcionária a encontrá-la pessoalmente e faz uma série de ameaças acompanhadas de xingamentos.
As ameaças surgem após a mulher fazer revelações à coluna Na Mira sobre o funcionamento de uma rede de prostituição de luxo, divulgadas na última terça-feira (27/10). “Vamos trombar, vamos trombar […] Vou dar um tiro na sua cara, piranha […] Isso aqui não é uma ameaça, minha filha.
Isso aqui é um lembrete”, diz a cafetina em um trecho da gravação. No áudio, ela também faz referência a um homem que diz ter influência e poder.
“Ele não é igual a eu, não, tá? Ele tem poder. Eu não sou merda nenhuma”, afirma, sem esclarecer a identidade do homem mencionado.
As ofensas continuam ao longo da gravação, com expressões como “puta rodada” e “filha da puta”. Em outro momento, a autora do áudio fala sobre incendiar o local onde a denunciante mora. “Se eu quisesse acabar com sua vida, eu já teria mandado meter fogo nesse barraco aí que você mora […] Se você for mulher de verdade mesmo, nós vamos trombar“, completou.
Um dos mecanismos inclusos no império é o “Tribunal do job”, utilizado para decidir quais profissionais podem continuar integrando a rede. Mulheres que entram em conflito com as administradoras ou questionam as regras podem sofrer sanções e ser excluídas dos grupos, como é o caso da denunciante.
Outra ferramenta utilizada pela rede é a chamada “Black List Nacional/Internacional”, uma espécie de lista de restrição que reúne nomes de profissionais consideradas indesejadas pelas administradoras. Segundo os relatos, a inclusão nessa lista poderia prejudicar a reputação das acompanhantes e dificultar o acesso a agências e clientes, tanto no Brasil quanto no exterior.
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