Em dia de baixa generalizada para o preço das commodities agrícolas na bolsa de Nova York, o cacau foi o grande destaque nas negociações desta quinta-feira (22/10). Os lotes da amêndoa para dezembro fecharam em baixa de 4,46, negociados a US$ 5.582 a tonelada.
Segundo análise publicada pelo site Trading View, com o forte recuo de hoje, o cacau em Nova York atingiu o menor valor desde o início de outubro. De acordo com a publicação, os investidores reduziram suas posições compradas (aposta na alta dos preços), enquanto o aumento dos estoques também contribuiu para a pressão de baixa vista hoje no pregão.
Os estoques de cacau da na bolsa americana têm aumentado de forma constante desde o início do ano, atingindo um pico de 3,63 milhões de sacas em 21 de outubro, o maior nível em dois anos e meio. Ainda assim, sinais de melhoria na demanda e preocupações com o abastecimento da África Ocidental limitaram as perdas.
Nesse sentido, o Trading View chama a atenção para as chuvas abaixo da média na Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo. O clima úmido no país aumenta os receios de um desenvolvimento mais fraco das vagens, enquanto o Gana – segundo maior produtor mundial de amêndoas – também enfrenta uma colheita potencialmente menor devido ao clima adverso e às doenças dos cacaueiros.
Café O preço do café caiu na bolsa, após movimento de realização de lucros.
Os contratos do arábica para dezembro fecharam em queda de 1,17%, a US$ 3,1245 a libra-peso. No mercado do café em Nova York, prevalece a tendência de queda, diante de um cenário favorável para as exportações do Brasil, clima para a safra 2026/27 no país, e ainda condições adequadas para a produção em outros grandes players, como Vietnã e Colômbia.
Açúcar Um clima mais favorável para o Brasil pressionou os futuros do açúcar.
Os lotes do demerara para março do ano que vem caíram 1,56%, a 20,13 centavos de dólar a libra-peso. Segundo relatório publicado por Jack Scoville, do Price Futures Group, após longo período de alta, a tendência indica preços mais baixos para o açúcar na bolsa.
De acordo com o analista, a dinâmica do mercado deve mudar, pois, a seca no Brasil, que era uma grande preocupação, deu lugar às chuvas retornaram às regiões do Centro-Sul do país. Suco de laranja
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) se desvalorizou. Os lotes para novembro fecharam em baixa de 1,81%, negociados a US$ 1,4040 a libra-peso.
Algodão O preço do algodão caiu na bolsa de Nova York.
Os lotes da pluma para dezembro fecharam em baixa de 1,27%, a 80,79 centavos de dólar a libra-peso.
Globo Rural