Mesmo com bons hábitos de vida, muitas pessoas não conseguem alcançar o volume e o formato que consideram adequado para o bumbum. Nesse contexto, a harmonização de glúteos, um procedimento estético que associa bioestimuladores de colágeno e preenchimento com ácido hialurônico, tem se popularizado entre celebridades e chamado atenção nas redes sociais.
A técnica visa remodelar, dar volume e melhorar o contorno da região, proporcionando resultados mais naturais. Durante pesquisa de valores, o Jornal Opção apurou que um protocolo completo pode variar entre R$10 mil a R$40 mil, a depender do volume de material utilizado.
O dermatologista Alessandro Louza Alarcão, especialista no procedimento, apresentará uma técnica autoral no dia 28 de janeiro de 2027, em Paris. O procedimento tem ganhado destaque no mercado de estética corporal.
O método abrange todos os recursos utilizados para melhorar a forma e o volume do glúteo, com o objetivo de aperfeiçoar as proporções dessa região do corpo. Entre as técnicas mais conhecidas está o preenchimento com ácido hialurônico, que pode aumentar o volume e aprimorar o contorno, além de elevar o glúteo.
A harmonização também é indicada para corrigir irregularidades como celulite e questões anatômicas, a exemplo da concavidade lateral conhecida como hip-dip. Trata-se de uma alternativa para quem busca estética corporal sem recorrer a procedimentos cirúrgicos, com resultados que respeitam a individualidade de cada paciente.
Em entrevista ao Jornal Opção, Alessandro Alarcão explicou que sua técnica une ácido hialurônico de alto G-prime, com partículas maiores e absorção mais lenta, durando cerca de dois anos, à hidroxiapatita de cálcio, bioestimulador que promove firmeza à pele. Conforme o médico, a estruturação é realizada nos ligamentos que sustentam o glúteo.
“Esse casamento é o que a gente chama de casamento perfeito: o bioestimulador com o ácido hialurônico para fazer projeção, levantar o glúteo e diminuir aquela prega debaixo do glúteo”, afirmou. Ele acrescenta que o ácido polilático também pode ser utilizado como bioestimulador, dependendo da necessidade de cada paciente.
Doutor Alessandro Louza Alarcão | Foto: Divulgação O especialista detalha que existem sinais de embelezamento do glúteo, como as fossetas super glúteas, o triângulo sacral, a leve depressão da fossa trocantérica e a projeção.
Entretanto, alerta que é preciso considerar a altura, a relação altura-cintura e o formato do glúteo de cada paciente, que pode ser square, em formato de coração, entre outros. Por isso, o procedimento deve ser individualizado, respeitando as características de cada corpo.
“Não adianta nada você colocar muito volume, como a gente está a ver, e ficar artificial”, ponderou. “Hoje a tendência é um glúteo natural.
Não o excesso.” Quando questionado sobre o uso de canetinhas emagrecedoras, Alessandro Alarcão explicou que pacientes que perdem o compartimento de gordura precisam de um volume maior no procedimento.
O médico ressaltou, ainda, que a harmonização pode corrigir assimetrias, suavizar irregularidades e melhorar a qualidade da pele. Em casos de celulite, a subcisão é realizada junto com a aplicação do ácido hialurônico e da hidroxiapatita de cálcio, tornando a pele mais regular.
“O mais importante é que aumenta a autoestima, principalmente da mulher”, destacou. Ele lembra que essa autoestima com relação ao “bumbum perfeito” é especialmente importante no verão, quando muitas pessoas usam biquíni e querem se sentir bem com o próprio corpo.
A autoestima, segundo ele, é um dos principais benefícios do procedimento. Sobre riscos e contraindicações, o dermatologista afirmou que todo procedimento apresenta complicações.
Por isso, recomenda procurar um profissional titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Se tiver uma injeção intravascular, pode dar alterações graves, até necrose, risco de infecções”, alertou.
Ele reforça que o material deve ser autorizado pela Vigilância Sanitária e lembra que o PMMA (polimetilmetacrilato) está proibido pelo Conselho Federal de Medicina, embora não seja vetado pela Anvisa. Pacientes com doenças autoimunes precisam avaliar se a condição está em atividade, pois o preenchimento é contraindicado nesses casos.
Além disso, quem já fez uso de preenchedores definitivos não pode receber ácido hialurônico nem hidroxiapatita de cálcio, o que exige uma avaliação criteriosa antes do procedimento. A segurança do paciente deve vir em primeiro lugar.
Quanto aos cuidados pós-procedimento, Alessandro Alarcão recomenda manter a prática de academia para aumentar a massa muscular do glúteo, o que melhora o resultado. A duração do efeito varia conforme o metabolismo individual, uso de hormônios e qualidade do produto utilizado, com média de um a dois anos.
O médico costuma realizar complementos a cada oito meses para manter a satisfação do paciente. Sobre o resultado, explicou que o ácido hialurônico proporciona efeito imediato, enquanto o bioestimulador leva 21 dias para começar a estimular o colágeno, com resultado final visível em três meses.
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