Brasil deve manter boas relações com EUA e China em meio a tensões, diz especialista

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A diretora executiva da Vallya Agro, Larissa Wachholz, destacou a importância de o Brasil manter um posicionamento pragmático em suas relações internacionais diante da escalada das tensões entre EUA e China. Durante participação no Agro é Delas, promovido pela Globo Rural em São Paulo, a especialista em comércio internacional ressaltou o momento eleitoral no país e a importância das boas relações com diferentes países. “Estamos vivendo um momento eleitoral e o agro tem uma responsabilidade muito importante de ajudar a trazer coerência e consistência pra nossa política externa. Ela não pode ser contrária aos interesses do Brasil e de continuarmos competitivos no mercado internacional. Para que isso aconteça, é importante saber navegar nesse ambiente em que a geopolítica é cada vez mais desafiadora”, afirmou Wachholz. Segundo a diretora executiva da Vallya Agro, o Brasil não pode assumir posição unilateral alinhada com apenas um lado do disputa entre China e EUA. “Precisamos definir o que é importante pra gente, de interesse nacional, e como preservar esse interesse ficando no melhor lugar possível neste momento, que é em cima do muro”, completou a especialista. Nesse sentido, Wachholz lembrou também da importância do país investir em infraestrutura logística e também informacional. “A gente fala dos avanços que já vemos no nosso campo, mas já tem países importantes com foco absoluto em tecnologia”, alertou a palestrante. Em relação ao principal destino das exportações brasileiras, a China, Wachholz destacou que o país tem trabalhado para reduzir sua importação alimentos, com uma projeção de cortar em mais de 20% as comparas internacionais de soja até 2035. “O Brasil tem Japão, Europa, Coreia. Aqui temos produtores de diferentes mercados, cada um vai saber qual é o mais favorável pra si nesse momento, mas não podemos negar que cada uma vai ter um mercado”, completou Wachholz.

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