O Bradesco (BBDC4) divulga seus resultados do terceiro trimestre de 2026 nesta quinta-feira (22), após o fechamento do mercado. As projeções compiladas pela LSEG apontam para um lucro líquido em torno de R$ 7,1 bilhões, praticamente estável na comparação trimestral e cerca de 13,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita, segundo as estimativas, deve atingir R$ 37,7 bilhões.Na avaliação do Safra, o banco segue em trajetória de recuperação gradual, sustentada principalmente pelo desempenho da operação de seguros, pela disciplina na gestão de custos e por uma estrutura de capital mais robusta.Leia tambémBalanços do 3T26: O que esperar de Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil?Após o forte rali das ações do setor impulsionado pelo cenário eleitoral, investidores voltam a concentrar atenções na evolução da inadimplência, da qualidade dos ativos e das despesas com provisõesO Safra projeta lucro líquido de aproximadamente R$ 7,1 bilhões, praticamente estável na comparação trimestral e cerca de 13,6% superior ao observado no mesmo período do ano passado.A expectativa é de que a margem financeira com clientes continue avançando, com crescimento estimado de cerca de 3,6%, refletindo a melhora gradual dos spreads e o desempenho das operações de crédito. No entanto, o aumento das despesas com provisões permanece como o principal fator de pressão sobre os resultados.Os analistas avaliam que o balanço deve continuar mostrando evolução operacional, embora ainda sem uma melhora mais expressiva da rentabilidade em razão do ambiente de crédito mais desafiador.Seguros como amortecedorA área de seguros deve voltar a funcionar como um importante amortecedor para os resultados. Além de apresentar crescimento superior ao de outras linhas de negócios, o segmento continua gerando receitas recorrentes e ajudando a compensar a pressão provocada pelo aumento do custo do risco e pela desaceleração das receitas de serviços.O Safra também destaca que as receitas com tarifas devem continuar mostrando estabilidade, enquanto as despesas operacionais permanecem sob controle, reforçando os ganhos de eficiência buscados pela administração desde o início do processo de reestruturação do banco.Outro ponto positivo apontado pela casa é a posição de capital. A reorganização da operação de saúde do Bradesco e o aumento de capital anunciado em outubro fortalecem os indicadores de solvência e ampliam a flexibilidade da instituição para atravessar o atual ciclo de crédito.Recuperação mais forteA leitura é semelhante à do Goldman Sachs, que vê avanços operacionais no banco, mas ainda identifica desafios relevantes para uma recuperação mais robusta dos lucros. O banco americano projeta que a receita líquida de juros avance cerca de 3% no trimestre, mas acredita que o aumento do custo do risco deve limitar os ganhos obtidos na atividade bancária.Segundo o Goldman, a receita ajustada ao risco deve atingir R$ 10,7 bilhões no trimestre, enquanto as receitas com tarifas permanecem pressionadas pelo ambiente competitivo. Já o segmento de seguros continua sendo um dos principais destaques positivos da operação.Para o banco americano, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve recuar para 15,5%, ante 16,2% no trimestre anterior, refletindo principalmente o aumento das provisões. Ainda assim, o indicador permanece acima do nível observado há um ano e reforça a percepção de que a recuperação operacional segue em curso.Para os analistas, três pontos devem concentrar a atenção dos investidores: o comportamento das provisões, a evolução da inadimplência e a capacidade da operação de seguros e das iniciativas de eficiência de compensarem a pressão sobre os resultados da atividade bancária tradicional. Bradesco (BBDC4) divulga balanço nesta quinta: recuperação continua?
Bradesco (BBDC4) divulga balanço nesta quinta: recuperação continua?
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