Bolsas de NY ampliam ganhos com ‘techs’; juros longos e petróleo caem

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Fonte da notícia: Valor Valor

As bolsas de Nova York aceleraram os ganhos, com alta firme das ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto os rendimentos dos Treasuries de longo prazo ampliam a queda, acompanhando o recuo dos preços do petróleo. A atenção dos investidores nesta semana se volta para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e de outros bancos centrais, incluindo o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ).

Por volta de 13h10, o índice Dow Jones subia 0,43%, aos 52.440,66 pontos; o S&P 500 avançava 0,40%, aos 7.653,43 pontos; e o Nasdaq Composto tinha alta de 0,23%, aos 26.013,909 pontos, refletindo o otimismo nas ações de IA após a Anthropic protocolar pedido de abertura de capital.

As ações da Nvidia subiam 2,46%, as da Micron avançavam 3,70%, e as da Broadcom tinham alta de 3,08%. Nos mercados de commodities, o petróleo Brent para entrega em dezembro caía 0,21% a US$ 116,48 por barril, e o WTI para o mesmo mês cedia 1,09% a US$ 102,17, se afastando das mínimas da sessão, com riscos ao fornecimento ainda no radar, embora autoridades americanas e iranianas sinalizem avanços diplomáticos.

O rendimento da T-note de dois anos subia para 4,714%, de 4,692% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos recuava de 5,001% para 4,986%, voltando a operar abaixo da marca de 5%. Na ponta longa, a taxa do T-bond de 30 anos tinha queda a 5,302%, de 5,323%.

O mercado de renda fixa ainda pode sofrer pressões no curto prazo, diz o UBS, em nota. A situação geopolítica permanece instável.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é “momento de decidir” entre fechar um acordo com Teerã ou retomar os ataques. Além disso, a inflação voltou a acelerar, grandes empresas de tecnologia estão captando mais recursos para investimentos em IA, e as preocupações fiscais persistem.

A renda fixa segue atraente pela geração de renda, diversificação e potencial de valorização, mesmo diante da incerteza sobre o pico dos rendimentos, diz o UBS, em nota. O banco avalia que os níveis atuais oferecem remuneração suficiente para compensar riscos como novas altas de juros, inflação persistente e incertezas fiscais.

Além disso, seria necessário um avanço expressivo das taxas para anular os ganhos acumulados com os títulos em um ano, movimento considerado improvável. Já o Morgan Stanley avalia que o mercado pode estar subestimando o risco de uma surpresa na reunião do Fed, ao se basear em padrões de atuação anteriores à mudança de liderança do presidente do banco central americano, Kevin Warsh.

Segundo a análise, Warsh dá mais peso às tendências dos indicadores, e a trajetória da inflação não melhorou. Uma eventual alta de juros poderia, paradoxalmente, reduzir as apostas em novas elevações no médio prazo.

Por fim, nos mercados de câmbio, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas de países desenvolvidos — avançava 0,20%, aos 102,01 pontos. Analistas destacam que as apostas em novas altas de juros pelo Fed dão suporte à moeda americana, assim como os preços do petróleo, que seguem em patamares elevados.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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