Bolsas caem em NY com juros dos Treasuries nas máximas desde 2002 e alta do petróleo

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Fonte da notícia: Valor Valor

Após o S&P 500 e o Nasdaq renovarem seus recordes de fechamento ontem, os principais índices de ações de Nova York abriram em queda nesta quarta-feira, pressionados pela alta nos preços do petróleo e nos rendimentos dos Treasuries. Os juros dos títulos de 10 e de 30 anos voltaram a atingir seus maiores valores desde 2002.

Na agenda de indicadores do dia, investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) e dados de expectativas de inflação dos consumidores. Por volta das 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones apresentava queda de 0,86%, aos 51.082,53 pontos, o S&P 500 recuava 0,46%, aos 7.782,71 pontos, e o Nasdaq cedia 0,68%, aos 27.415,356 pontos.

Entre os setores, energia (+1,06%) era um dos poucos que operava no positivo, em linha com o avanço dos preços do petróleo, enquanto materiais (-1,25%) e indústria (-1,11%) lideravam as perdas. O avanço nos rendimentos dos Treasuries, que voltam a ser negociados em seus maiores níveis desde 2002, e dos preços do petróleo, em meio a relatos de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, contribuem para a queda das bolsas americanas nesta manhã.

Ainda assim, a resiliência do setor de tecnologia nas últimas semanas tem surpreendido os investidores e mantido os índices S&P 500 e Nasdaq em patamares elevados, apesar do recente estresse nos mercados. Os estrategistas do UBS GWM estimam que o S&P 500 irá alcançar 8.400 pontos até junho próximo ano e acreditam que o crescimento dos lucros está se ampliando para além do setor de tecnologia.

"Embora a alta recente tenha sido impulsionada pela tecnologia, a perspectiva para os resultados é mais ampla do que a inteligência artificial", projeta a equipe do banco suíço. Eles também destacam que a atividade econômica resiliente nos Estados Unidos deve ajudar as ações a absorver juros mais altos.

Nesta quarta-feira, os investidores acompanham dados de expectativas de inflação dos consumidores e a divulgação da ata da última reunião do Fomc, na qual o comitê deu início a uma trajetória de aperto monetário. O documento pode confirmar ou não as apostas de que o Fed irá manter os juros inalterados na reunião deste mês.

No momento, o CME FedWatch Tool, que compila dados a partir dos futuros dos Fed funds, mostra que os operadores precificam 78,4% de chance de uma manutenção no atual patamar, de 3,75% a 4,00%.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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