O mês da Black Friday chegou, e o varejo deve fazer promoções diárias até a última sexta-feira de novembro. Os descontos não são a única ferramenta de atração dos vendedores, no entanto.
As condições de pagamento se destacam muitas vezes nos anúncios. Mas afinal, quais são os benefícios e ciladas da quitação à vista, do crédito em uma vez ou do parcelamento?
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Pix à vista ou parcelado, dinheiro, cartão de débito, cartão de crédito: a variedade de opções é grande. E para saber o que deve ser usado, os especialistas em Finanças apontam que é preciso antes conhecer a sua realidade financeira.
Coloque no papel sua renda, as despesas fixas, as parcelas em andamento e descubra quanto está livre nesse e nos próximos meses. Se houver ainda caixa disponível para compras neste mês, o Pix, o dinheiro ou o cartão de débito à vista podem ser facilitadores na negociação de descontos em compras presenciais.
Ou podem ter condições especiais já previstas nos sites. — Tomando como base que a nossa taxa básica de juros está atualmente em 13,75%, um desconto entre 9% e 10% é significativo.
Descontos de 5%, 4%, 3% para pagamento à vista, do ponto de vista financeiro, podem não ser muito interessantes — diz Ana Leoni, CEO da Planejar e cofundadora da Bem Educação: — O parcelamento pode ser um instrumento bacana para pagar em suaves parcelas. Só que prestações acumuladas podem fazer um grande rombo no orçamento.
Se a gente olha os dados do endividamento no Brasil, muitas pessoas se endividam pelo acúmulo de parcelas no cartão de crédito. Se não tiver o dinheiro disponível neste mês, a saída é analisar se o gasto cabe na próxima fatura do cartão de crédito ou se é preciso parcelar.
Verifique a incidência de juros, encargos e eventuais diferenças de preço entre as modalidades de pagamento. — O cartão de crédito em uma vez pode ser conveniente quando o preço é o mesmo e o prazo até o vencimento ajuda a organizar o mês.
Mas sempre é importante pensar no saldo que terá para pagar esse cartão de crédito — acrescenta Olívia Resende, fundadora da Germinar Educação: — O parcelamento pode ser útil para uma compra mais cara. Um instrumento de trabalho, por exemplo, que vai gerar aumento de faturamento.
Aí vale. Ana Rosa Vilches, diretora da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), alerta ainda que os consumidores não podem confundir limite do cartão com capacidade de compra.
— O crédito disponibilizado pelo banco não significa que o consumidor tenha dinheiro para pagar a fatura. A decisão deve considerar a renda, as despesas e o orçamento disponível — pontua.
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