A junta de negociação salarial da indústria têxtil de Bangladesh anunciou, nesta quarta-feira (4), um acordo para aumentar o salário mínimo dos trabalhadores do setor, um dos principais motores das exportações do país, após cinco dias de protestos. Marcos Lisboa: ‘Lula tem que liderar agenda: quer deixar legado ou vai ficar refém de campanha?’
Finanças: Por que o silêncio de Lula sobre a equipe econômica do novo mandato mexe tanto com o dólar? Milhares de trabalhadores têxteis protestaram desde sábado contra a falta de reajustes salariais, atirando pedras e levantando barricadas.
A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. — Concluiremos nosso trabalho em dezembro para que os trabalhadores recebam os aumentos salariais em janeiro — afirmou ABM Shamsuddin, representante dos empresários têxteis na junta.
— Concordamos com esse ponto. Estamos trabalhando juntos — disse Babul Akter, representante dos trabalhadores.
Segundo maior exportador mundial de têxteis O país do Sudeste Asiático, com 170 milhões de habitantes, é o segundo maior exportador mundial de produtos têxteis, atrás apenas da China, e abastece grandes marcas internacionais.
O setor responde por 80% das receitas de exportação de Bangladesh, com cerca de US$ 38,888 bilhões, e emprega mais de 4 milhões de pessoas. Os trabalhadores fabricam roupas para marcas como Fruit of the Loom, Levi Strauss e VF Corp, que reúne empresas como Vans, Timberland e The North Face.
Segundo os trabalhadores, os aumentos nos preços dos alimentos, da moradia, do transporte e dos serviços de saúde reduziram seu poder de compra. A categoria reivindicava um salário mínimo mensal de 30 mil takas (US$ 240), valor 140% superior aos atuais 12.500 takas.
Negociações começaram no domingo A junta, formada por representantes dos empresários e dos trabalhadores, foi criada pelo governo no domingo para negociar os salários.
A magnitude do aumento acordado ainda não foi especificada.
O Globo