Bastidores da disputa pela presidência da Alerj; entenda as movimentações

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Fonte da notícia: CBN CBN

A possível ida do deputado estadual Jair Bittencourt, do PL, para o governo de Douglas Ruas, pode mudar a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, marcada para fevereiro de 2027. O cenário provável foi levantado por parlamentares da nova legislatura, em contato com a CBN.

O deputado é um dos três nomes do PL que vinham sendo considerados para suceder Ruas no comando da Casa. Agora, Jair Bittencourt aparece nas negociações para integrar o novo governo.

O mais provável é a vaga de secretário de governo, mesmo cargo ocupado por ele durante a gestão de Cláudio Castro. Com isso, a disputa interna do PL pode ficar concentrada em outros dois deputados: Anderson Moraes e Guilherme Delaroli.

Anderson ganhou força nas últimas semanas e passou a ser apontado como um dos favoritos para representar o partido na eleição. Próximo de Flávio Bolsonaro, o parlamentar tem influência entre integrantes da ala bolsonarista do PL.

Mas a possível indicação enfrenta resistência de parte da bancada, que prefere Guilherme Delaroli. Atual primeiro vice-presidente da Alerj, Delaroli é aliado de Altineu Côrtes, presidente estadual do PL.

Ele também já comandou a Assembleia interinamente durante o afastamento de Rodrigo Bacellar. Apesar das movimentações, o partido ainda não anunciou quem pretende lançar como candidato à presidência da Casa.

O PL elegeu 21 dos 70 deputados estaduais e vai ter a maior bancada da próxima legislatura. Mesmo assim, vai precisar negociar com outras legendas para garantir a eleição de seu candidato.

Para vencer na primeira votação, são necessários 36 votos. Isso significa que o PL depende do apoio de pelo menos 15 deputados de outros partidos, caso consiga reunir todos os votos da própria bancada.

O PSD, partido de Eduardo Paes, pode ter peso nessas negociações. A legenda elegeu nove deputados estaduais e ainda não definiu como vai se posicionar.

Mesmo que os dois partidos chegassem a um acordo, somariam 30 votos, seis a menos do que o necessário para vencer na primeira votação. Enquanto isso, parlamentares de esquerda também discutem a possibilidade de apresentar uma candidatura própria.

A proposta envolve partidos como PT, PSOL e PCdoB, mas ainda não há consenso sobre quem poderia representar esse grupo. O ex-presidente da Alerj, André Ceciliano, do PT, que volta à Assembleia em fevereiro, aparece entre os nomes envolvidos nas articulações.

Parte da oposição, no entanto, considera negociar espaços na Mesa Diretora e nas comissões da Casa, em vez de lançar uma candidatura. Essas negociações também envolvem a Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes da Assembleia, responsável por analisar os projetos antes de eles avançarem para votação.

A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para 2 de fevereiro, quando os deputados vão escolher o presidente e os demais integrantes do grupo para um mandato de dois anos.

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