São Paulo — Local do desabamento com ao menos 25 vítimas ocorrido nesta sexta-feira (6/11), o bairro do Brás fica na região central de São Paulo e é conhecido como um dos lugares com maior número de confecções e comércio popular de roupas do Brasil. Mais de 400 mil passam por suas ruas diariamente.
Veja antes e depois de prédio que desabou no Brás Os números da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) dão dimensão da grandeza do local.
São ao menos 15 mil estabelecimentos comerciais no bairro. A Rua Maria Joaquina, onde ocorreu o desabamento, é uma entre 55 vias que abrigam lojas, shoppings e galerias.
A associação estima também que são gerados cerca de 200 mil empregos diretos e 400 mil indiretos por conta da atividade comercial do Brás. O turismo de negócios é também um dos pontos altos da região.
Segundo a Alobrás, são mais de 300 ônibus chegando ao bairro todos os dias, vindos de diversos lugares do país. Em datas comemorativas, esse número pode dobrar.
Durante o período natalino, mais de 1 milhão de pessoas chegam a circular pelo local. Incidentes envolvendo o comércio popular do Brás não são incomuns.
Embora tenha ocorrido uma renovação das lojas ao longo dos últimos anos, parte dos imóveis é composta por prédios antigos, com estruturas precárias e improvisadas, que acabam favorecendo a ocorrência de fatalidades. Há pouco mais de dois anos, em outubro de 2024, um incêndio de grandes proporções atingiu um shopping na região e cerca de 200 lojas foram afetadas pelas chamas.
No ano passado, a prefeitura acabou interditando o shopping por irregularidade em relação ao alvará de construção.
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