O líder dos protestos estudantis contra a guerra na Faixa de Gaza Mahmoud Khalil retornou nesta terça-feira à Universidade de Columbia, pela primeira vez desde que foi detido, em 2025, durante a ofensiva do presidente americano contra ativistas pró-palestinos. Nascido na Síria e com residência permanente nos Estados Unidos, Khalil foi detido em março daquele ano, sob a alegação de representar uma ameaça aos interesses da política externa americana.
Ele permaneceu na prisão por três meses, sem acusações criminais, e foi libertado em junho do mesmo ano. Relembre: Manifestante palestino é detido pela imigração dos EUA apesar de visto de residência: ‘Primeiro de muitos’, diz Trump
Restrições: Detido nos EUA, estudante palestino Mahmoud Khalil é impedido de acompanhar nascimento de seu primeiro filho Khalil, de 31 anos, disse à AFP que sua presença em um evento sobre suas novas memórias, que reuniu cerca de 100 pessoas, representava uma vitória.
A Columbia tenta "me apagar, apagar qualquer voz palestina no campus", denunciou. O ativista criticou duramente a universidade por sua reação às manifestações estudantis de 2024, que incluiu permitir que a polícia de Nova York retirasse os manifestantes do campus de Manhattan por meio de uma operação de força bruta.
Na ocasião, a universidade afirmou que os protestos representavam uma ameaça à segurança. Khalil também acusou a instituição de não protegê-lo do assédio antes de ele ser preso.
"A Columbia poderia ter sido um exemplo de como manter conversas difíceis no campus, de como responder a um protesto desse tipo, de como estar alinhada aos direitos humanos e ao direito internacional", disse à AFP. "Escolheram o oposto, a brutalidade, a repressão."
Grupos de judeus em redes sociais criticaram o retorno do ativista. Um porta-voz da universidade afirmou que a instituição está "comprometida com o debate rigoroso, a investigação e o diálogo respeitoso entre perspectivas divergentes".
O Globo