Kim Yo Jong afirmou que Washington tenta transformar o país em um "estado cibercriminoso" sem apresentar provas e classificou as acusações como campanha de difamação. Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A Coreia do Norte negou nesta terça-feira (3) qualquer envolvimento no ataque hacker que resultou no roubo de cerca de 6 bilhões de dólares em criptomoedas da corretora Binance, considerado um dos maiores crimes cibernéticos já registrados no setor. O governo norte-coreano classificou as acusações feitas pelos Estados Unidos como uma “provocação” e afirmou que as alegações fazem parte de uma campanha para manchar a imagem do país.
As informações são da BBC News. A resposta foi divulgada pela agência estatal KCNA, que reproduziu um comunicado de Kim Yo Jong, chefe do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores e também irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un.
Segundo Kim, as acusações de Washington são “retórica absurda” e não passam de uma tentativa de atribuir ao país atividades criminosas sem apresentar provas. “O FBI está tentando rotular a Coreia do Norte como um ‘estado cibercriminoso’, alegando ter obtido informações de que uma organização de hackers ‘apoiada’ pela Coreia do Norte estava envolvida no incidente”, disse.
O posicionamento veio após autoridades dos Estados Unidos apontarem que o grupo de hackers TraderTraitor, frequentemente associado à Coreia do Norte, seria o responsável pelo ataque contra a Binance. De acordo com investigadores americanos, o grupo teria desviado aproximadamente 6 bilhões de dólares em ativos digitais da plataforma.
No comunicado divulgado pela KCNA, o país rejeitou qualquer ligação com o caso e afirmou que nunca reconheceu a existência do chamado grupo TraderTraitor como uma organização vinculada ao Estado norte-coreano. Segundo a declaração em que a Coreia do Norte nega ataque hacker, Washington estaria utilizando o episódio para alimentar uma “campanha de difamação” e reforçar medidas consideradas hostis pelo regime norte-coreano.
“O FBI está tentando rotular a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] como um ‘estado cibercriminoso’, alegando que obteve informações de que uma organização de hackers ‘apoiada’ pelo país esteve envolvida no incidente”, disse. “É uma grave provocação política contra a RPDC que os Estados Unidos enganem a opinião pública internacional como se todos os crimes cibernéticos em diferentes partes do mundo fossem nossos atos”, repudiou Kim.
De acordo com investigadores dos Estados Unidos, os recursos obtidos por meio desses ataques ajudariam a financiar programas militares e de desenvolvimento de armas da Coreia do Norte. O governo norte-coreano, no entanto, nega reiteradamente essas acusações.
Edu Demarchi é jornalista em formação, estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), e escreve sobre esportes para o ND Mais, especialmente sobre o cenário esportivo de Florianópolis e Santa Catarina. Além de produzir conteúdos sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades, participa de coberturas esportivas e traz os principais assuntos em alta nos campos, quadras e arquibancadas.
Apura e escreve matérias voltadas ao leitor que busca informações sobre jogadores, campeonatos, escalações e times do estado, com destaque para Avaí e Figueirense. Tem experiência em rádio e redação multimídia como locutor e repórter, com cobertura de eventos e notícias institucionais, trazendo um olhar diferenciado sobre o impacto do esporte na sociedade.
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