Donald Trump faz discurso no Memorial Lincoln, em Washington, nas vésperas das midterms Umit Bektas/Reuters
Horas antes de os Estados Unidos passarem pelas eleições de meio de mandato, o presidente, Donald Trump, chamou essa edição das midterms de as "mais difíceis das nossas vidas". As eleições acontecem nesta terça-feira (3) e renovam o Congresso americano, hoje sob influência de Trump.
"Como vocês sabem, este é o último dia das eleições de meio de mandato, as mais importantes eleições de meio de mandato, eu acredito, em nossas vidas", afirmou o americano, nesta segunda-feira (2), em um discurso de quase uma hora no Memorial Lincoln em Washington. Entre minimizar as perspectivas negativas para o seu governo e atacar os rivais (leia mais abaixo), o presidente destacou em seu discurso as reforças feitas na capital federal -- como instalações de novos gramados, um heliponto na Casa Branca, a futura implementação de um grande arco na cidade e a restauração do espelho d'água do memorial.
Depois, em suas redes sociais, ele repetiu a promessa de liberar US$ 5 mil para cada americano adulto caso o seu partido vença as eleições de meio de mandato. O valor representa quase R$ 25,5 mil.
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Conhecidas como "midterms", as eleições de meio de mandato renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado dos Estados Unidos. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis.
A disputa pelo controle do Congresso americano pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional.
Projeções indicam resultados ruins para Trump A eleição desta terça vai definir o controle das duas casas, Senado e Congresso americano, que atualmente estão sob controle dos Republicanos — partido de Trump.
No entanto, eles correm o risco de perderem este domínio para os democratas. As projeções disponíveis apontam vantagem dos democratas, principalmente na Câmara, enquanto a disputa pelo controle do Senado aparece mais equilibrada.
O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump: 66% dos americanos desaprovam sua gestão, o maior índice já registrado pela pesquisa Reuters/Ipsos. Trump minimizou a perspectiva de que os Republicanos enfrentem dificuldade com os resultados das midterms e aproveitou para atacar os adversários.
"O Partido Democrata lançou a chapa de candidatos mais extremista e perigosa da história americana. Estes são os candidatos mais perigosos que já foram apresentados", afirmou o presidente.
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Veja impactos esperados das eleições de meio de mandato para diferentes setores Como as midterms afetam o Brasil?
Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas.
Caso existam perspectivas de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo.
Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real.
As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic.
G1