O que significa contratar um serviço de faxina nos Estados Unidos? Para brasileiros que chegam ao país em busca de oportunidades no setor de limpeza, a resposta pode envolver algumas diferenças em relação aos hábitos do Brasil. Além de executar as tarefas, é preciso compreender o que os moradores esperam dos profissionais e quais atividades ficam sob responsabilidade dos próprios clientes.
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Esse mercado tem forte participação de trabalhadores estrangeiros. Em 2024, imigrantes ocupavam 40% dos postos de limpeza, manutenção de edifícios e jardinagem nos Estados Unidos, segundo análise do Economic Policy Institute.
Dan Cunha conhece essa realidade de perto. Há 25 anos no país, ele começou a trabalhar no setor quando chegou aos Estados Unidos e hoje é cofundador da GreatJobPro, empresa de limpeza residencial na Flórida.
Ao longo dessa trajetória, percebeu que uma das diferenças está na divisão das tarefas entre contratantes e profissionais. Uma prática comum na rotina que ele descreve é a preparação dos ambientes antes da chegada da equipe.
Os moradores costumam recolher roupas, brinquedos e objetos pessoais para deixar livres as superfícies e os espaços que serão limpos. "Eles entendem que contrataram profissionais para limpar a casa, não necessariamente para organizar seus pertences pessoais", explica.
Essa separação também aparece na definição dos serviços. Lavar roupas e louças ou limpar o interior da geladeira, por exemplo, pode representar um custo adicional.
As condições do imóvel também influenciam o orçamento: residências sem manutenção regular podem precisar de uma limpeza mais profunda antes de entrar na rotina de visitas. Segundo Cunha, na empresa, esse primeiro serviço pode custar cerca de 2,5 vezes o valor de uma limpeza de manutenção, a depender do estado da residência e do tempo necessário para o trabalho.
Depois dessa etapa, os clientes podem estabelecer visitas semanais, quinzenais ou mensais. A proposta é manter os ambientes em condições adequadas ao longo do tempo, sem esperar que a sujeira se acumule novamente.
"A ideia não é esperar a casa ficar suja, mas manter tudo limpo e organizado", afirma. A organização da equipe também faz parte dessa dinâmica.
As tarefas são distribuídas entre os profissionais, que seguem uma programação para evitar sobreposição de atividades. O acabamento inclui cuidados com detalhes como metais, camas e toalhas.
"Cada profissional sabe exatamente quais tarefas executar ao entrar na casa, evitando que as pessoas fiquem se cruzando ou repetindo serviços. Isso aumenta a produtividade e ajuda a manter o mesmo padrão de qualidade entre as equipes", conclui Cunha.
O Globo