Argentina julga extradição de condenada pelo 8 de Janeiro nesta sexta-feira (6)

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O juiz argentino Daniel Rafecas julgará nesta sexta-feira (6) o pedido de extradição de Sirlene de Souza Zanotti, de 54 anos, condenada no Brasil por participação nos ataques golpistas às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A brasileira está em prisão domiciliar na Argentina enquanto aguarda a decisão.

Segundo a CNN Brasil, a data da audiência foi confirmada pelo Tribunal Federal Criminal número 3 da Argentina, presidido por Rafecas. O magistrado já determinou a extradição de cinco brasileiros condenados pelos ataques, embora um deles tenha conseguido refúgio concedido pelo governo de Javier Milei.

Zanotti foi presa em dezembro de 2025, na passagem fronteiriça de Posadas, no norte da Argentina, com o Paraguai. Ela é a sexta pessoa envolvida nos atos de 8 de Janeiro detida no país, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhar 63 pedidos de extradição às autoridades argentinas.

A brasileira foi condenada a 14 anos de prisão por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Refúgio na Argentina

Parte dos brasileiros acusados ou condenados pelos ataques às instituições fugiu para a Argentina na expectativa de conseguir asilo político durante o governo do ultradireitista Javier Milei. Dos 213 pedidos de refúgio apresentados à Comissão Nacional para Refugiados da Argentina (Conare), apenas quatro foram concedidos.

Estima-se que somente um dos beneficiados tenha envolvimento com os atos de 8 de Janeiro. Em dezembro, Rafecas determinou a extradição de cinco brasileiros condenados a penas entre 13 e 17 anos de prisão: Joelton Gusmão de Oliveira, Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joel Borges Correa, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza.

Os cinco recorreram da decisão. Em março, entretanto, Joel Borges Correa conseguiu o reconhecimento do direito ao asilo pelo governo argentino.

Os outros quatro brasileiros que tiveram a extradição determinada por Rafecas aguardam uma decisão da Suprema Corte da Argentina em prisão domiciliar.

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