O vice-ministro saudita responsável pela diplomacia, Rayed Krimly, acusou, nesta quinta-feira, o Irã de estar por trás da recente intensificação do conflito entre os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pela República Islâmica, e as tropas governamentais respaldadas por Riad. No mesmo dia, um ataque do grupo ao palácio presidencial em Áden, sede do governo iemenita, deixou mortos e feridos, segundo fontes ouvidas pela AFP.
Contexto: Houthis voltam a atacar instalações petrolíferas e aeroporto da Arábia Saudita; FMI alerta para impacto regional e global Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países — Acreditamos que a escalada iniciada pelos houthis (...) está sendo incentivada pelo Irã — declarou o vice-ministro à imprensa, online, afirmando que Teerã continua "armando, treinando e apoiando [os houthis], violando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".
No entanto, afirmou que o reino segue em comunicação com o Irã, embora Teerã pareça não estar disposto a fazer concessões. — No início dessa escalada, pedimos que se reunissem conosco em Mascate, Omã, mas eles se recusaram — acrescentou. — Essa foi a última comunicação que tivemos, há algumas semanas. Ataque em Áden Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas no ataque com mísseis lançado pelos houthis, nesta quinta-feira, contra o palácio presidencial de Al-Maashiq, em Áden, sede do governo iemenita reconhecido internacionalmente, informaram três fontes militares do governo à AFP. Entenda: Houthis afirmam que Arábia Saudita atacou instalação de petróleo na capital do Iêmen após ordem de retirada Moradores da cidade, localizada no sul do país, relataram ter ouvido explosões, enquanto um jornalista observou fumaça subindo do local. A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, também tem sofrido ataques contínuos nos últimos dias, um deles contra o aeroporto internacional de Riad, o mais mortal em anos. Guga Chacra: Empoderados, houthis humilham a Arábia Saudita A guerra civil no Iêmen foi retomada em julho, depois que o conflito regional no Oriente Médio desmantelou uma trégua mediada pela ONU. As hostilidades perturbam o fornecimento de petróleo e desestabilizam os mercados de energia. O conflito no país provocou o que a ONU considera uma das piores crises humanitárias do mundo, deixando a maior parte da população dependente de ajuda humanitária. (Com AFP)
O Globo