TSE manda suspender peças da campanha de Flávio que distorciam falas de Lula

TSE manda suspender peças da campanha de Flávio que distorciam falas de Lula - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou suspender imediatamente duas peças de campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e também vídeos divulgados por políticos bolsonaristas nas redes sociais. As peças de campanha de Flávio utilizavam frases de Lula distorcidas do contexto original, enquanto o vídeo associava a campanha petista e o ato realizado no último domingo na avenida Paulista a rituais satânicos.

As decisões são liminares e atendem a pedidos da campanha petista. A relacionadas às peças da campanha de Flávio foi proferida pela Estela Aranha, e a outra, sobre o vídeo, é do presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques. Em uma das peças, a campanha do PL utilizou trecho de uma entrevista que Lula concedeu ao podcast Flow na qual ele reproduzia a seguinte frase atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro: "Tenho que mentir, é preciso mentir! O político tem que mentir!". A fala, porém, foi divulgada pela campanha do PL para, supostamente, retratar Lula como um político mentiroso e desonesto, sem deixar claro o contexto da fala. Em outra peça, a campanha de Flávio reproduziu trecho de um discurso de Lula em Belém (PA) no qual ele falava sobre exames médicos de meninas e mulheres e utilizou a expressão "tomar toque", em referência a procedimentos ginecológicos. "A propaganda isolou a expressão “tomar toque” para criar um deslocamento narrativo deliberado, induzindo o público à falsa conclusão de que o candidato estaria normalizando ou anuindo com crimes graves contra crianças e adolescentes", diz a nota divulgada pela campanha petista. Nos casos envolvendo as duas peças, a ministra Estela Aranha entendeu que as peças da campanha de FLávio extrapolaram a crítica política e poderiam induzir o eleitor a erro, por isso mandou barrar imediatamente a circulação dos conteúdos. Vídeos nas redes sociais Além disso, em outra ação, a campanha petista obteve uma decisão que obriga a Meta e o X a derrubar um vídeo divulgado por políticos bolsonaristas que associava o ato realizado no domingo na avenida Paulista a rituais supostamente satânicos.

O vídeo utilizou imagens da 4ª Marcha para Exu, realizada em agosto deste ano na Avenida Paulista, para associar a manifestação em apoio ao petista a rituais religiosos e supostamente satânicos. Neste caso, o TSE deu 3 horas para os políticos e a Meta derrubarem os vídeos e impedirem a republicação dele ou de conteúdos semelhantes.

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