247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanha os desdobramentos da crise política no Paraguai após a renúncia de Santiago Peña e a perspectiva de posse do vice-presidente Pedro Alliana no comando do país. A principal preocupação brasileira é evitar que a mudança no governo provoque novos episódios de instabilidade política e social.
As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é que o Paraguai precisa construir um ambiente de diálogo para conduzir a transição política sem novos conflitos.
O governo brasileiro considera prioritário que as forças políticas paraguaias encontrem uma saída negociada para a crise e impeçam a ocorrência de manifestações violentas. Sob reserva, assessores do governo que atuam na área internacional afirmam que o Brasil não tinha interesse na saída de Peña, apesar do alinhamento do presidente paraguaio com o governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.
Lula e Peña mantinham uma boa relação. A preocupação brasileira também está relacionada à extensa fronteira entre os dois países, considerada porosa, e à presença de uma numerosa comunidade de brasileiros em território paraguaio.
Crise política e bancária agravou desgaste de Peña Na avaliação de integrantes do governo Lula, a crise que levou à renúncia de Peña foi agravada por uma disputa interna no Partido Colorado.
O desgaste se intensificou especialmente após o rompimento do então presidente com o grupo político ligado ao ex-presidente Horacio Cartes. Outro fator apontado por assessores brasileiros foi a crise envolvendo o sistema bancário paraguaio.
Segundo a avaliação desses integrantes do governo, os problemas no setor contribuíram para ampliar a insatisfação popular, sobretudo entre a população de menor renda. Brasil pretende manter relação com Pedro Alliana
No Palácio do Planalto, a expectativa é que a chegada de Pedro Alliana à Presidência não provoque mudanças significativas nas relações entre Brasil e Paraguai. O governo Lula pretende manter uma relação construtiva com a nova administração, independentemente das disputas políticas internas do país vizinho.
A principal dúvida entre os auxiliares do governo brasileiro é se a mudança no comando do Executivo será suficiente para conter a crise ou se Alliana também enfrentará questionamentos políticos nos próximos dias. Para o Brasil, a prioridade é que a transição ocorra sem novos episódios de violência e que o Paraguai preserve a estabilidade política e social.
O país é um dos principais parceiros brasileiros no Mercosul.
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