A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (23), a fabricação, a comercialização e o uso de produtos de limpeza irregulares de duas empresas. A medida atinge o percarbonato de sódio essencial, produzido pela Cedro Química Ltda.
ME, e os saneantes da marca Araújo Produtos de Limpeza, que não cumprem as exigências de regularização sanitária. Um grande segredo para prevenir a perda de memória após os 60 anos? Cuidar dos netos, segundo estudo
Os 5 alimentos que causam aumento rápido do colesterol: 'Você deve evitá-los ao máximo', diz especialista Segundo a agência, o produto da Cedro Química não possui regularização sanitária.
Já os itens da Araújo Produtos de Limpeza não têm registro ou notificação na Anvisa e são fabricados por uma empresa sem Autorização de Funcionamento (AFE), exigida para atuar no setor. As determinações constam da Resolução-RE nº 4.158, de 22 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União.
Percarbonato de sódio da Cedro Química e saneantes da Araújo Produtos de Limpeza foram proibidos pela Anvisa Divulgação
Quais produtos foram proibidos? A decisão da Anvisa abrange dois grupos de produtos de limpeza:
Percarbonato de sódio essencial, da Cedro Química: a agência proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o uso do produto. A determinação também prevê seu recolhimento.
Saneantes da marca Araújo Produtos de Limpeza: todos os produtos da marca foram alvo de proibição de fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso, além de apreensão, devido à ausência de regularização sanitária e à falta de autorização de funcionamento da empresa responsável.
A Anvisa considera clandestinos os produtos que não passam pelos procedimentos de avaliação ou regularização exigidos pela vigilância sanitária. Sem esse controle, não é possível assegurar que tenham sido fabricados em condições adequadas ou que atendam aos padrões de qualidade e segurança.
Quais são os riscos à saúde? De acordo com a Anvisa, o uso de produtos de limpeza irregulares pode provocar queimaduras, irritações, problemas respiratórios, ferimentos e intoxicações graves.
A falta de informações confiáveis sobre a fabricação e a composição dos produtos impede a verificação de sua segurança para o uso indicado. Para comercializar saneantes no Brasil, as empresas precisam obter autorização de funcionamento junto à vigilância sanitária competente e cumprir as exigências aplicáveis a cada produto.
O Globo