Como fazer uma imagem persistir em meio ao excesso de estímulos visuais do mundo contemporâneo? E como recuperar a atenção diante de uma rotina marcada por telas, fragmentos e fluxos incessantes de informação? Essas são algumas das questões que estarão em debate nesta quinta-feira (5), a partir das 18h30, em uma conversa entre a artista Ana Calzavara, o filósofo Pedro Duarte e o crítico e curador Luiz Camillo Osorio, na Maneco Müller : Multiplo Galeria, no Leblon.
O encontro, com entrada gratuita, acontece em torno da exposição “Desenredo”, segunda individual da artista no espaço. Obra de Ana Calzavara
Divulgação/Gabi Carrera A mostra reúne uma série inédita de pinturas a óleo produzidas a partir de uma temporada de dois meses da artista em Lisboa.
As obras partem de paisagens e cenas que chamaram a sua atenção durante a estadia na capital portuguesa, em reproduções fragmentadas e agrupadas, que colocam em jogo noções como presença e ausência, permanência e mudança, clareza e ilegibilidade. — A exposição traz essa experiência da fragmentação, mas numa tentativa de subvertê-la.
Quero provocar o espectador para olhar o mundo de uma forma diferente da que estamos acostumados. A exposição nasce do desejo de renovar a experiência do espectador com a imagem, de fazer com que essa imagem se relacione com ele de uma forma mais persistente, que não seja descartada, que traga uma reflexão — afirma a artista.
'Desenredo' Onde: Maneco Müller : Multiplo Galeria — Rua Dias Ferreira, 417/206, Leblon.
Quando: Qui., às 18h30 (conversa com Ana Calzavara, Pedro Duarte e Luiz Camillo Osorio). Até 21/11.
Quanto: Gratuita.
O Globo