Partido de Flávio Bolsonaro e aliado do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), o PL elegeu o maior número de cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), informava o Tribunal Superior Eleitoral às 22h30 de ontem. A legenda saltou de 19 deputados eleitos em 2022 para 27 que tomarão posse em 2027. Veja a lista: Deputados estaduais eleitos no Brasil Irmão do ex-presidente: Renato Bolsonaro é eleito deputado federal em SP A eleição para o Legislativo estadual também consolidou a derrocada do PSDB, partido que dominou a política paulista nas últimas décadas. Em 2022, a Federação PSDB-Cidadania elegeu 12 deputados. Desta vez, conquistou apenas uma vaga. Depois do PL, a maior bancada ainda é a da esquerda. A Federação PT-PCdoB-PV conseguiu 16 cadeiras nesta eleição (foram 18 há quatro anos). Na sequência, aparecem empatadas com nove vagas cada as federações PSOL-Rede (três a mais que em 2022), União Progressista (que perdeu três vagas) e o PSD (cinco a mais que na última eleição).
O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas A legislatura atual foi marcada pela presidência de André do Prado (PL), que ocupa o cargo desde 2023. Autointitulado “braço direito” de Tarcísio, ele trabalhou para aprovar os projetos de interesse do governador, como a privatização da Sabesp, a reestruturação de carreira e reajustes salariais para as polícias. Prado foi eleito para o Senado com Guilherme Derrite (PP). Este ano, a candidata mais votada da Alesp foi a estreante Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos. Vereadora em Praia Grande, na Baixada Santista, ela teve mais de 1,9 milhões de votos e foi responsável por cerca de 30% do desempenho do PL. Ganhou popularidade graças a seu estilo combativo nas redes sociais e envolvimento em polêmicas: foi acusada de racismo ao associar os indígenas a canibalismo e sacrifícios humanos e se diz “a maior inimiga das feministas de SP”. A parlamentar recém-eleita é uma apoiadora de primeira hora de Lucas Pavanato (PL), que ontem se tornou o deputado federal mais votado da história de São Paulo (3,37 milhões). Os números de Eduarda superaram os dos quatro deputados mais votados da esquerda somados, que vêm logo atrás dela no ranking: o petista Eduardo Suplicy (650 mil) e três nomes do PSOL: Sofia Favero (400 mil votos), Carlos Gianazi (367 mil) e Paula da Bancada Feminista (325 mil).
O Globo