Artista transformou propriedade rural na Califórnia em refúgio familiar e investiu em vinícola com produção orgânica e liderança feminina Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Conhecida mundialmente pelos sucessos musicais e pelas apresentações em grandes arenas, a cantora Pink também mantém uma rotina longe dos palcos, dedicada ao cultivo de uvas e à produção de vinhos. Na Califórnia, nos Estados Unidos, a artista transformou uma propriedade rural de aproximadamente 100 hectares em um refúgio familiar e em sede de uma vinícola orgânica.
O empreendimento, chamado Two Wolves Wine, fica no Vale de Santa Ynez e tem como proposta produzir vinhos em pequena escala, com métodos agrícolas voltados à preservação ambiental. Diferentemente de projetos em que celebridades apenas emprestam o nome a uma marca, Pink participa diretamente de diferentes etapas do negócio.
Segundo reportagem da revista Forbes, a cantora acompanha desde os cuidados com as videiras até o desenvolvimento dos rótulos. Para se aprofundar no setor, ela também investiu em formação técnica e estudou sobre vinhos antes de transformar a paixão pela enologia em uma atividade profissional.
A relação de Pink com o universo dos vinhos começou antes da criação da Two Wolves Wine. Em 2013, durante uma turnê pela Austrália, a artista adquiriu a propriedade rural na Califórnia e decidiu investir no interesse que já tinha pela enologia.
O terreno possui aproximadamente 100 hectares, mas a área destinada ao cultivo de uvas ocupa cerca de 25 acres, o equivalente a 10 hectares. Para adquirir conhecimento sobre o setor, a cantora frequentou cursos da WSET (Wine & Spirit Education Trust) e da extensão da Universidade da Califórnia em Los Angeles, conforme contou em entrevista à Forbes.
O nome Two Wolves foi inspirado em uma história tradicional que Pink conheceu como uma lenda cherokee. O conto apresenta dois lobos que simbolizam forças opostas presentes nas pessoas: uma associada a sentimentos negativos e outra relacionada à generosidade e à compaixão.
A ideia de equilíbrio também passou a fazer parte da identidade da vinícola, que valoriza a relação entre a atividade agrícola e o respeito à natureza. A propriedade da Two Wolves Wine possui certificação orgânica e adota práticas agrícolas voltadas à conservação do solo e à preservação da biodiversidade.
Entre as variedades cultivadas estão Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc, Petit Verdot, Graciano, Grenache e Vermentino. Em entrevista à Forbes, a enóloga Alison Thomson, parceira profissional de Pink no empreendimento, explicou algumas das técnicas utilizadas na propriedade.
Uma delas é o cultivo de plantas de cobertura, que ajudam a atrair insetos benéficos e contribuem para o equilíbrio do ecossistema. A equipe também mantém espécies de flora nativa e instala caixas que servem de abrigo para pássaros azuis e corujas.
Essas iniciativas buscam favorecer a biodiversidade e proteger a fauna da região. O projeto começou de maneira artesanal, em uma garagem refrigerada, impulsionado pela curiosidade da cantora em aprender sobre a produção de vinhos.
Com o tempo, a estrutura evoluiu para uma operação profissional, voltada à elaboração de rótulos em quantidades limitadas. Atualmente, os vinhos são comercializados pelo site oficial da Two Wolves Wine, em vendas sazonais destinadas aos integrantes do clube de clientes da marca, chamado Tribe.
A Two Wolves Wine também chama a atenção pela presença feminina em posições de liderança. Pink formou uma equipe composta por cinco mulheres, incluindo Alison Thomson, responsável pela elaboração dos vinhos.
Em reportagem da Forbes, a cantora comentou que trabalhar com mulheres em posições de comando representou uma experiência diferente em sua trajetória profissional. Ela também destacou a importância de construir um ambiente que permita às integrantes conciliar as responsabilidades familiares com as atividades do setor vinícola.
Thomson, que estudou ecologia restaurativa antes de ingressar na indústria de vinhos, também falou sobre a possibilidade de conciliar a maternidade com os períodos mais intensos de trabalho, especialmente durante a colheita. A parceria busca desenvolver um modelo de trabalho que considere tanto as exigências da produção agrícola quanto a vida pessoal das profissionais.
Além de abrigar a vinícola, a propriedade no Vale de Santa Ynez também funciona como residência da cantora e de seus filhos. O marido de Pink, o ex-atleta de motocross Carey Hart, também mantém uma ligação com a região.
Segundo a reportagem da Forbes, o casal já costumava visitar o vale de motocicleta antes de adquirir o terreno. O espaço se tornou uma alternativa ao ritmo intenso da carreira musical.
Entre os cuidados com as videiras, a administração do negócio e o desenvolvimento de novos vinhos, Pink mantém uma rotina ligada ao campo e à produção agrícola. A experiência também representa uma nova frente profissional para a artista, que participa de um empreendimento construído a partir de um interesse pessoal e de investimentos em conhecimento técnico.
Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores.
É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc.
Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.
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