O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta quinta-feira (5) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dia depois de o senador criticar, sem citá-lo, lideranças que viajam a outros estados para atacar adversários. Em vídeo nas redes sociais, Nikolas disse que cobrar publicamente o andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não é ofensa, agressão nem ameaça e afirmou que jamais pedirá “licença a nenhum senador para entrar no estado do Amapá”.
Em discurso no plenário do Senado na quarta-feira (4), dirigido ao líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alcolumbre afirmou que “as coisas estão impossíveis” e disse que as redes sociais “se transformaram em instrumento de agressões e mentiras”, segundo a Itatiaia.Ele reclamou de autoridades que saem de seus estados para atacar colegas em outros, e disse: “Isso não está normal!”.
Segundo o mesmo veículo, também criticou questionamentos da oposição às urnas eletrônicas depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. “Sabe o que não está normal, Alcolumbre?”, escreveu o deputado, segundo a Itatiaia.
“Nunca vi um discurso seu sobre como você tem deixado seu estado tão indignado assim.” Ele afirmou ainda: “Não é normal um homem como você esteja em um dos cargos mais importantes do país”. O deputado ligou o embate à eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, e disse esperar que Alcolumbre seja substituído.
Ainda denunciou rachadinha no gabinete do senador e o suposto pagamento de R$ 3 milhões a um ex-chefe de gabinete por uma empresa investigada no esquema de fraudes do INSS. Nikolas organizou o ato no domingo (13 de setembro), na Curva do Araxá, em Macapá, reduto eleitoral de Alcolumbre, para pressionar o Senado a pautar pedidos de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Na ocasião, ele fez críticas ao senador e citou mensagens extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal. Um post compartilhado por Nikolas Ferreira (@nikolasferreiradm)
Diario do poder