Sair da piscina com a sensação de água presa no ouvido é uma situação comum entre pessoas que praticam natação ou aproveitam momentos de lazer aquático. Na maioria das vezes, o desconforto desaparece sem maiores consequências.
Entretanto, quando a umidade permanece no canal auditivo, pode favorecer o desenvolvimento de inflamações e infecções. Por isso, conhecer formas seguras de secar os ouvidos e evitar procedimentos caseiros inadequados é importante para preservar a saúde auditiva.
SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK Segundo orientações divulgadas pela rede federal HU Brasil, em setembro de 2026, a exposição frequente à água pode favorecer a chamada otite externa, conhecida popularmente como ouvido de nadador.
A condição pode provocar coceira, dor, sensação de ouvido abafado e, em alguns casos, secreção. O problema não afeta apenas nadadores.
Pessoas que frequentam praias, rios e piscinas também podem apresentar sintomas, principalmente quando permanecem por períodos prolongados na água. Leia tambémBem-Estar Todo DiaOlhos vermelhos na piscina: entenda o que pode causarBem-Estar Todo DiaRepelente e protetor solar: qual usar primeiro?Bem-Estar Todo DiaVocê guarda remédios no banheiro ou no carro? Entenda quais são os riscosBem-Estar Todo DiaProtetor solar e suor: quando é preciso reaplicar?
Por que a água fica presa dentro do ouvido? O canal auditivo externo é a passagem que liga a parte visível da orelha ao tímpano.
Durante mergulhos e atividades aquáticas, a água pode entrar e permanecer temporariamente nessa região. Em algumas pessoas, características anatômicas do canal auditivo ou o acúmulo de cerume podem dificultar a saída natural da água.
O cerume, popularmente conhecido como cera do ouvido, exerce uma função protetora. Ele ajuda a manter as condições da pele e a dificultar a entrada de agentes externos.
A exposição frequente à água pode alterar essa proteção natural e favorecer condições para a proliferação de microrganismos, especialmente quando existe umidade persistente. Como tirar a água do ouvido depois da piscina?
Uma das medidas recomendadas pela rede HU Brasil é inclinar delicadamente a cabeça para o lado do ouvido afetado, permitindo que a água escorra naturalmente. Também é possível movimentar suavemente a parte externa da orelha para facilitar a drenagem, sem introduzir objetos no canal auditivo.
Depois de sair da piscina, a região externa pode ser seca com uma toalha limpa. Outra possibilidade descrita nas orientações da instituição é utilizar um secador de cabelo na temperatura fria, mantendo distância superior a 30 centímetros e movimentando o aparelho, sem direcionar continuamente o ar para dentro do ouvido.
Essa medida exige cuidado e não deve ser utilizada quando houver dor ou suspeita de lesão. Se a sensação de ouvido entupido persistir, o recomendado é procurar avaliação profissional, em vez de insistir em tentativas de retirada da água.
Por que não usar cotonetes para secar o ouvido? Embora seja comum utilizar hastes flexíveis com algodão, introduzir esses objetos no canal auditivo não é recomendado.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo alerta que os cotonetes podem empurrar o cerume para regiões mais profundas e provocar pequenas lesões na pele. Esses ferimentos podem facilitar o desenvolvimento de infecções, principalmente quando existe umidade acumulada.
O mesmo cuidado vale para grampos, chaves, pontas de toalhas e outros objetos improvisados. A limpeza deve ficar restrita à parte externa da orelha.
Quando existe excesso de cerume ou necessidade de remoção, o procedimento deve ser avaliado por um profissional de saúde. Pode colocar álcool ou vinagre dentro do ouvido?
A utilização de álcool, vinagre e outras misturas caseiras não deve ser feita por conta própria. Essas substâncias podem provocar irritação e representar riscos adicionais para pessoas com inflamações, lesões ou alterações no tímpano.
O mesmo cuidado vale para gotas auriculares e outros medicamentos. Embora existam produtos utilizados na prevenção e no tratamento de determinadas condições, sua indicação depende das características de cada pessoa.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo recomenda evitar a automedicação diante de sintomas de otite, pois o uso de produtos inadequados pode provocar complicações. Portanto, sentir água no ouvido depois de nadar não significa que seja necessário utilizar medicamentos ou soluções caseiras.
Quais são os sintomas do ouvido de nadador? A otite externa é uma inflamação ou infecção que atinge o canal auditivo externo.
A exposição frequente à água é um dos fatores que podem favorecer seu desenvolvimento. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de Belém, os primeiros sintomas podem incluir coceira, desconforto e sensação de ouvido abafado.
Com a evolução do quadro, também podem aparecer dor, vermelhidão, inchaço e secreção. Entretanto, sentir o ouvido entupido não significa necessariamente ter otite.
O desconforto pode apresentar diferentes causas, incluindo acúmulo de cerume. Por isso, o diagnóstico não deve ser feito apenas com base na sensação de água acumulada.
Tampões de ouvido ajudam a prevenir o problema? Para pessoas que apresentam episódios frequentes de otite externa, o uso de protetores auriculares próprios para atividades aquáticas pode ser uma alternativa.
A Secretaria Municipal da Saúde de Belém informa que tampões de silicone podem ser considerados em determinadas situações, preferencialmente com orientação profissional. O equipamento precisa apresentar ajuste adequado e não deve provocar desconforto ou irritação.
Também é importante observar as condições da água utilizada para banho e evitar locais considerados impróprios pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento ambiental. A prevenção envolve reduzir a permanência excessiva de umidade no ouvido, preservar a proteção natural do canal auditivo e evitar lesões provocadas por objetos.
Quando procurar atendimento médico? A sensação de água no ouvido costuma ser temporária.
Entretanto, quando o incômodo persiste ou surgem outros sintomas, é importante procurar avaliação médica. Dor intensa, saída de secreção, febre, tontura, diminuição da audição ou piora progressiva do desconforto são sinais que merecem atenção.
Pessoas com diabetes, imunidade comprometida, histórico de perfuração do tímpano ou cirurgias no ouvido também devem ter cuidados específicos. A perda súbita de audição exige atendimento médico urgente.
A natação e outras atividades aquáticas podem fazer parte de uma rotina saudável. Para aproveitar esses momentos com segurança, a recomendação é secar delicadamente a parte externa dos ouvidos, facilitar a drenagem natural da água e evitar o uso de cotonetes ou substâncias sem orientação profissional.
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