O governo do Reino Unido lançou uma campanha nacional para incentivar as famílias a se prepararem para situações que possam interromper serviços essenciais, como o fornecimento de energia, água e internet. Batizada de “Be Ready” (Esteja Preparado, em tradução livre), a iniciativa é a primeira etapa de um programa de três anos e recomenda que os moradores mantenham em casa suprimentos suficientes para enfrentar até três dias de interrupção.
O que deve ter no kit? A lista inclui água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo e itens básicos de higiene.
A orientação é reservar cerca de três litros de água por pessoa por dia para beber, além de uma quantidade adicional para cozinhar e lavar. Também são recomendados alimentos que dispensem refrigeração ou preparo, como carnes, peixes e vegetais enlatados, frutas secas e castanhas.
Entre os demais itens estão lanternas com pilhas sobressalentes, cobertores, sacos de dormir, roupas quentes, álcool em gel, lenços umedecidos e carregadores portáteis para celulares. O governo aconselha ainda manter um rádio FM a pilha ou de manivela, que permita acompanhar comunicados oficiais durante eventuais cortes de energia.
Continua após a publicidade O estojo de primeiros socorros deve reunir materiais como curativos à prova d’água, bandagens, termômetro, antissépticos, solução para lavagem dos olhos, gazes esterilizadas e luvas.
Famílias com crianças pequenas também devem incluir fraldas e fórmula infantil pronta para consumo, caso não seja possível ferver água para preparar a versão em pó. A relação inclui ainda dinheiro em espécie, cartões, cópias de documentos de identificação e uma lista escrita de contatos de emergência.
Informações sobre medicamentos de uso contínuo, incluindo as respectivas dosagens, também devem estar disponíveis. Para quem depende de equipamentos médicos, a recomendação é manter instruções de uso impressas e baterias carregadas.
Alimentos e água para animais de estimação também devem fazer parte da reserva. Continua após a publicidade
Os riscos para o Reino Unido A campanha foi lançada em meio a uma preocupação mais ampla das autoridades britânicas com a capacidade do país de responder a emergências.
O secretário de Defesa, Wes Streeting, tem alertado para o avanço das capacidades militares e econômicas de países adversários. Continua após a publicidade
Em artigo publicado no jornal The Telegraph, Streeting afirmou que o Reino Unido tem pouco mais de mil dias para se preparar, junto com seus aliados, para um possível conflito. Segundo ele, adversários do país poderiam reunir condições para realizar um ataque até 2030.
O pano de fundo são as tensões entre Londres e Moscou, agravadas pelo apoio militar britânico à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Em agosto, o governo russo ameaçou considerar instalações e equipamentos militares do Reino Unido, dentro e fora do território ucraniano, “alvos legítimos” caso fossem utilizados para apoiar ataques de longo alcance contra a Rússia.
A advertência veio depois de Moscou acusar Kiev de empregar mísseis Storm Shadow, fornecidos pelos britânicos, em uma ofensiva contra o território russo. Continua após a publicidade
Em setembro, Vladimir Putin voltou a ameaçar instalações militares britânicas na Ucrânia. Questionado sobre a possibilidade de ataques a esses locais, o presidente russo afirmou que qualquer instalação militar em território ucraniano seria considerada alvo legítimo, fosse britânica ou de outro país.
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