Agrinordeste 2026 encerra edição com vendas, novos negócios e expectativa de crescimento

Agrinordeste 2026 encerra edição com vendas, novos negócios e expectativa de crescimento - Foto
Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

A 33ª edição da Agrinordeste chegou ao fim neste domingo (6), depois de quatro dias de programação no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. Realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco (Faepe), o evento reuniu produtores rurais, expositores, autoridades e representantes de diversos segmentos do agronegócio nordestino, consolidando-se mais uma vez como uma das principais vitrines do setor na região.

Segundo o diretor-presidente da Faepe, Pio Guerra Júnior, o balanço geral da feira superou as previsões da organização - mesmo com um feriado prolongado.

"A visitação foi acima do normal no começo da semana [...]. Teve um feriadão que atrapalhou, mas, para nossa surpresa, a visitação foi semelhante à do ano passado, e a gente estava com todos os espaços preenchidos. Todos realizaram suas vendas", afirmou.

De acordo com Pio Guerra, uma pesquisa de satisfação conduzida pelo Sebrae junto aos expositores deve confirmar o desempenho positivo da edição.

"O Sebrae vai realizar uma pesquisa com todos os expositores, que costuma dar um grau de satisfação de 95% a 100%. Eu espero que esse ano a gente atinja os 100% de satisfação", projetou.

O dirigente também destacou a dimensão nacional que o evento ganhou nos últimos anos, com a chegada de caravanas de produtores de outros estados nordestinos.

"Havia produtos de todos os estados nordestinos, trazidos pelas caravanas do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco. As pessoas puderam não só ter acesso a produtos diferenciados, como também comparar os produtos pernambucanos com os de outros estados", explicou. 

Segundo o diretor-presidente da Faepe, Pio Guerra Júnior, o balanço geral da feira superou as previsões da organização - mesmo com um feriado prolongado. | Foto: Wilton Marcelino

Segundo ele, as caravanas foram viabilizadas pelo Senar Nacional e pelo Senar Pernambuco, além de superintendências do Sebrae, enquanto o Ministério da Agricultura trouxe um grupo de expositores em parceria com a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape).

Destaques Entre os destaques da programação, Pio Guerra citou o tradicional concurso de queijos, que reuniu produtos premiados internacionalmente, as demonstrações com cavalos e os desfiles de moda produzidos por artesãos do agreste pernambucano, realizados não em passarela fechada, mas circulando por todo o parque do centro de convenções.

Ele mencionou ainda a presença do ministro da Agricultura, André de Paula, do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, e de secretários de estado, além da capacitação de mais de 200 técnicos do Senar ao longo dos quatro dias, em salas que, segundo ele, estiveram sempre cheias.

Novos negócios O otimismo da organização encontrou eco entre os expositores, que relataram resultados comerciais expressivos e, principalmente, ganhos de visibilidade para marcas ainda pouco conhecidas fora de suas regiões de origem.

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Foi o caso da Sertão Cordeiro, que participou pela primeira vez da feira. Para o proprietário, Giomárcio Macedo, a presença no evento representou um marco para a ovinocultura produzida no Sertão pernambucano.

"Nosso principal objetivo não era comercializar, mas mostrar a nossa marca e provar que é possível oferecer uma carne de cordeiro de qualidade. Mesmo assim, superamos as expectativas e comercializamos mais de uma tonelada de cortes especiais", contou. Segundo ele, a feira também ajudou a quebrar preconceitos ligados ao sabor e à textura da carne de cordeiro, além de aproximar estudantes e profissionais como zootecnistas, veterinários e agrônomos da cadeia produtiva.

Já José Lucas, diretor-proprietário dos produtos São Bento - empresa familiar de São Bento do Una -, levou mais de 800 unidades entre bolachas e pãezinhos bisnaga e retornará com o estoque zerado. "A feira foi uma oportunidade especial, porque, como indústria, não temos contato direto com os clientes. Aqui conseguimos fechar vendas com supermercados e distribuidores", disse.

Na área de bebidas, a engenheira agrônoma Milena Lorrane, da vinícola Vale das Colinas, participou pela primeira vez a convite da Ufape e destacou a boa recepção ao vinho seco, especialidade da casa.

"Me surpreendi com a venda. Trouxe 60 unidades e já estou com apenas 14 no fim da noite", relatou, acrescentando ter recolhido dezenas de contatos de restaurantes e distribuidores interessados em vinhos finos.

Do setor de moda, Larissa Gonzaga, da Lari Calçados, trabalhou trocas e vendas com artesãos de couro de mais de dez cidades diferentes, enquanto Petinha, da Petinha Biju, à frente de peças em madeira e pedras naturais, também estreou na feira e disse ter superado as próprias expectativas.

 Petinha, da Petinha Biju e Larissa Gonzaga, da Larili Calçados, participaram pela primeira vez da Agrinordeste | Foto: Wilton Marcelino

A Agrinordeste 2026 teve patrocínio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Senar Nacional, Senar Pernambuco, Banco do Nordeste, Sudene/Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Pecuária e Pesca de Pernambuco e Bayer, além do apoio do Sebrae-PE, da Ufape e do Sistema OCB/PE, entre outros parceiros.  

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