Adriane Galisteu reflete sobre envelhecimento: 'Não me sinto com a idade que tenho'

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Fonte da notícia: Revista Quem Revista Quem

O período da menopausa tem sido intenso para Adriane Galisteu, que, desde transformações no corpo, passou por intensas reflexões sobre aceitação e a passagem da vida. Em entrevista exclusiva para a Quem, a apresentadora de 53 anos refletiu sobre como tem sido passar por isso.

Galisteu conta que, após saber que estava na menopausa, não foi fácil aceitar isso. "Não me sinto com a idade que tenho, me sinto pronta, apta, feliz para encarar [a vida], mas não estava assim.

Estava estranha, meu cabelo estava estranho, minha pele estranha, meu corpo estranho, sensações esquisitas, tristeza, calores, mal-estar e vergonha, tudo que não tem nada a ver comigo", diz. "Eu olhava para a minha agenda e falava: 'Jesus Cristo, como é que vou cumprir isso? Se eu não tenho condições de levantar da cama, como é que vou fazer? Eu não vou poder contar para as pessoas que estou assim'", fala.

Apesar disso, Galisteu enaltece ter recebido o diagnóstico da menopausa e poder iniciar o tratamento. "Que delícia que é poder se tratar, que é poder se informar, fazer uma reposição hormonal, uma suplementação.

A menopausa é um combo, você tem que fazer muitas coisas para se sentir melhor na menopausa, tem que se ajudar, não basta colocar todo o seu sonho dentro de um potinho de hormônio", explica. "O potinho de hormônio vai te colocar de volta para a vida, mas você vai ter que mudar seu estilo de vida, vai ter que se reeducar, entender o que está acontecendo com você, aprender a se alimentar de novo", afirma.

Segundo Galisteu, "tudo que você fazia antes que dava certo para de funcionar na menopausa e ninguém te conta isso. As pessoas falam só do calor e de uma noite mal dormida, esses são os sintomas mais leves".

Adriane Galisteu Brazil News

Finitude da vida Galisteu conta que a nova geração de mulheres não vai passar pelos mesmos dilemas que a dela viveu em torno da menopausa.

"[Essa geração] já vai se tratar antes, saber que isso vai acontecer e que faz parte. Até porque a outra opção é péssima.

Ainda bem que nós estamos na menopausa. Significa que deu tudo certo.

Se a gente envelheceu, é porque deu tudo certo", reflete. Neste contexto, a apresentadora detalha uma das reflexões mais profundas que teve ao adentrar nesta fase da vida.

"A outra opção é morrer cedo. Então, poder falar desse assunto da finitude é, para mim, o que mais me bateu com a menopausa.

Mais do que o calor ou a mudança no meu corpo", diz. Galisteu conta que sente isso, porque para tudo há uma solução, menos para a morte.

"Falo brincando desse assunto, mas tem um fundo muito sério e muito profundo, quando digo que, quando aparece a ruga, coloca um botox, quando o cabelo está ruim, você vai num lugar e arruma, coloca uma lace, resolve. O bumbum caiu, levanta, faz uma cirurgia plástica.

Tudo isso tem saída, agora, para a finitude da vida, não tem", diz. "Com o tempo passando, não tem o que fazer.

Isso foi o que mais me entristeceu na menopausa: cair em mim de que estava na segunda metade da minha vida e na metade mais curta dela. Sendo que sou uma mulher que ama a vida.

É muito angustiante você pensar assim, bate um senso de urgência que eu não tinha antes", detalha. A apresentadora afirma que parou de esperar pelo "momento certo" para dar muitos passos em sua vida.

"Eu esperava um melhor momento para fazer as coisas às vezes deixava uma coisa para lá, empurrava com a barriga. Hoje não vivo mais desse jeito, tenho que resolver e realizar meus sonhos", afirma.

"Não tenho mais essa prateleira do sonho. Quero tirar todos os sonhos que coloquei nessa prateleira e trazer para minha realidade para realizar, porque tenho urgência de realizar.

Essa ficha só cai com a menopausa, pelo menos na minha vida. Até então, eu não tinha pensado nisso", conta.

Galisteu aproveita a oportunidade para contrariar alguns tabus envoltos na menstruação. "A menopausa foi tão estigmatizada que era como se a mulher estivesse no fim, uma carta fora do baralho, o final de tudo, e que você não serve para mais nada.

O que acontece é que o seu sistema de reprodução é que não funciona mais; o resto, tudo está funcionando melhor", diz. "Hoje entendo muito mais o tempo.

Eu valorizo muito mais as coisas que são importantes para mim do que eu valorizava antes", conclui. Adriane Galisteu com filho e marido

Reprodução/Instagram

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